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Thursday, September 10, 2026

Elon Musk ameaça ir para Justiça contra documentário exibido no Festival de Veneza

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Elon Musk ameaçou ir para a Justiça contra "Musk", documentário dirigido por Alex Gibney. Em uma carta enviada aos responsáveis pelo filme, o advogado do bilionário, Alex Spiro, afirma que a produção apresenta informações falsas e potencialmente difamatórias sobre o empresário, especialmente a respeito de sua atuação na eleição presidencial americana de 2024.

O filme de quase quatro horas causou alvoroço na estreia, nesta terça-feira, no Festival de Veneza, onde recebeu uma ovação de pé de cinco minutos. A data de chegada nos cinemas dos EUA está prevista para 16 de outubro.

A principal objeção envolve o depoimento de Ashley St. Clair, ex-companheira de Musk e mãe de um de seus filhos. Ela conta que, antes da eleição, o empresário teria falado em desencadear uma "anomalia na Matrix" e enviado uma mensagem dizendo ter "dez mil lasers no espaço". Questionada pelo diretor, St. Clair especula que a frase poderia ser uma referência à rede de satélites Starlink.

Spiro sustenta que a montagem dessa passagem insinua, sem provas, que Musk teria empregado a Starlink para interferir na eleição e favorecer Donald Trump. O advogado afirma que a rede não estava ligada à contabilização dos votos e lembra que autoridades eleitorais, especialistas em segurança digital e agências de checagem já haviam rejeitado teorias sobre uma suposta manipulação eleitoral por meio da empresa.

Segundo a defesa de Musk, uma obra pode ser difamatória mesmo sem formular uma acusação direta, caso produza esse sentido por meio da montagem, da narração, da trilha sonora ou da omissão de informações. Spiro também acusa Gibney de ter iniciado o projeto com uma conclusão predeterminada e afirma que a equipe do documentário teria recusado ofertas de diálogo e esclarecimento.

A carta determina que os envolvidos preservem imagens, entrevistas, pesquisas, registros de checagem e comunicações com as fontes, indicando a preparação para um possível processo. O aviso foi dirigido não apenas a Gibney e à produtora Jigsaw, mas também às empresas envolvidas na distribuição e divulgação do longa, entre elas HBO, Bleecker Street e Universal.

A produtora defendeu o filme como uma investigação factual sobre uma figura pública poderosa e afirmou que esse tipo de debate é protegido pela Primeira Emenda da Constituição americana.

Musk não deu entrevista para o documentário, que reúne depoimentos de pessoas próximas a ele, como a primeira mulher, Justine Musk, o pai, Errol Musk, Ashley St. Clair, e Martin Eberhard, cofundador da Tesla. No documentário, o bilionário aparece como um avatar que reproduz declarações feitas pelo Musk real.

Musk está numa campanha de difamação do filme no X, o antigo Twitter. "O erro fatal do covarde Gibney foi fabricar um filme falso. Gibney não tem integridade nenhuma. Nenhuma. Felizmente, os filmes dele são um saco. Gibney simplesmente montou uma lista negra de pessoas que ou têm algo contra mim ou nem me conhecem. Ser humano horrível. É uma tentativa de difamação que erra o alvo e comete o pecado fatal de ser chato por 4 horas", disse Musk.

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