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Sunday, October 25, 2026

Isabel Teixeira fala de cirurgia preventiva nas mamas: 'Tinha 90% de chance de ter câncer'

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Isabel Teixeira, de 52 anos, passou por uma cirurgia preventiva nas mamas após descobrir que tem síndrome de Li-Fraumeni, uma condição genética associada ao aumento do risco de desenvolver diferentes tipos de câncer. A decisão foi tomada considerando o diagnóstico e o histórico familiar da atriz, cuja mãe, Alexandra Corrêa, morreu em 2006 em decorrência de múltiplos tipos da doença.

Em entrevista exclusiva para a Quem, a vilã Pilar de Quem Ama Cuida revela que, diante de sua condição genética e do histórico materno, procurou sua ginecologista, aos 33 anos, e começou a solicitar diferentes procedimentos para investigar possíveis riscos à própria saúde. A médica, então, sugeriu que ela realizasse o sequenciamento genético. “Quando eu soube que eu tinha o Li-Fraumeni, fiquei com muito medo. Mas fiquei com muito medo. Foi desesperador”, conta.

Ela recebeu uma estimativa de 90% de chance de desenvolver câncer em cada mama. Por isso, optou por realizar o procedimento preventivo. A atriz explica que a cirurgia foi realizada em duas etapas e envolveu a retirada do tecido mamário e a colocação de implantes. Ao falar sobre o procedimento, ela ressalta que a intervenção tem uma finalidade preventiva e que sua experiência também transformou a maneira como enxerga a própria vaidade.

“Isso é uma prevenção porque, mulher 50+ com Li-Fraumeni, principalmente com meu histórico maternal, eu tinha 90% de chance de ter câncer de mama. Então, tirei as duas mamas”, conta.

Isabel Teixeira como Pilar em 'Quem Ama, Cuida' — Foto: Manoela Mello/Globo
Isabel Teixeira como Pilar em 'Quem Ama, Cuida' — Foto: Manoela Mello/Globo

'Minha vaidade estava em outro lugar'

Para Isabel, a decisão de realizar a cirurgia foi uma das etapas de um processo mais amplo de transformação. A atriz reconhece que uma intervenção nas mamas pode envolver questões delicadas relacionadas à feminilidade, à aparência e à relação com o próprio corpo. No entanto, afirma que passou a enxergar a vaidade de outra maneira depois de priorizar a prevenção. “Foi aí que saquei que a minha vaidade estava em outro lugar”, diz.

A atriz também destaca a qualidade dos procedimentos realizados no Brasil e a evolução dos recursos disponíveis para esse tipo de intervenção. “Essa cirurgia que fiz é uma prevenção oncológica. No Brasil, ela é muito bem feita. Se pudesse, ficaria mostrando. Ia fazer topless, entendeu?”, brinca.

Apesar de falar abertamente sobre sua experiência, Isabel reconhece que muitas mulheres sentem medo de realizar cirurgias preventivas que envolvem as mamas, justamente por se tratar de uma parte do corpo que pode ter um significado pessoal importante.

Isabel Teixeira — Foto: Reprodução/ Instagram
Isabel Teixeira — Foto: Reprodução/ Instagram

Mudanças de hábitos e prevenção

A cirurgia foi uma das etapas de uma série de mudanças que Isabel adotou depois de descobrir a síndrome de Li-Fraumeni. Segundo a atriz, o processo começou com a interrupção do tabagismo e do consumo de bebidas alcoólicas, além da reeducação alimentar.

“Parar de fumar foi tratar minha compulsão. Porque parei de beber e bebia bastante. Na França, era normal, bebia vinho todos os dias. E fumar, eu fumava muito. Foram duas conquistas muito boas, mas a reeducação alimentar é a mais lenta”, relata.

Isabel conta que precisou rever hábitos antigos e que a alimentação continua sendo um desafio. Ela descreve o processo como um aprendizado que exige persistência e mudanças graduais.

Atualmente, a atriz também mantém uma rotina de atividade física. Ela afirma que frequenta a academia seis vezes por semana e acompanha de perto os resultados de seus exames médicos. “Hoje está na minha saúde celular. Estou olhando para a saúde das minhas células. E na saúde física mesmo, na minha energia vital, que nunca esteve tão de bem”, afirma.

A atriz diz que está vivendo uma fase em que se sente mais conectada ao próprio corpo e ao desejo de aproveitar a vida. Para ela, a prevenção não se resume à cirurgia, mas envolve uma série de escolhas que passaram a fazer parte do cotidiano. “Meu envelhecer está sendo um nascer de novo em um lugar melhor, em um corpo melhor. Em todos os sentidos”, conclui.

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