Em discurso na ONU, Lula falará sobre risco de interferência externa na eleição e defenderá soberania
Lula será seguido na tribuna da ONU pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que no ano passado impôs tarifas a produtos brasileiros alegando ser uma resposta ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O discurso, segundo essa fonte, não terá menções diretas a países ou autoridades, mas não deixará de abordar um dos temas que mais tem preocupado a campanha petista: uma possível intromissão norte-americana em favor do principal candidato de oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O recado será dado de forma "polida, mas firme", afirmou a fonte.
Apesar de Trump não ter pessoalmente se manifestado sobre a eleição brasileira, o presidente norte-americano recebeu Flávio na Casa Branca, e alguns dos seus auxiliares foram menos discretos sobre a preferência pelo senador no pleito de outubro. Houve tentativas de enviar representantes do Departamento de Estado para discutir as eleições brasileiras e ter encontros com o filho de Bolsonaro, além de declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, contra Lula.
Apesar da preocupação com a interferência norte-americana, a campanha do petista aposta no relacionamento que Lula desenvolveu com Trump -- iniciado em uma conversa casual de 30 segundos ao se cruzarem nos corredores da ONU no ano passado -- para frear qualquer medida mais concreta.
"O relacionamento deles pode deixar mais difícil, ou mais constrangedor, para Trump se manifestar publicamente contra a reeleição do presidente ou contra o resultado, se Lula vencer", disse a fonte.
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