Cleitinho Azevedo, do Republicanos, é eleito governador de Minas Gerais

"A prioridade é combater as injustiças, e, independente de quem for o presidente da República, sentar com ele, poder negociar a dívida, poder mostrar que o governo do estado de Minas vai estar à disposição do governo federal, porque não tem jeito de fazer política sem o governo federal", afirmou em entrevista coletiva instantes antes de sua vitória ser oficializada.
"Então, é diálogo, é respeito pra gente poder fazer uma Minas melhor. É poder [fazer] o que eu falei, que eu vou cumprir, reduzir o IPVA, reduzir o custo de vida da população mineira, melhorar as estradas e melhorar a saúde. E mostrar que dá pra pacificar. esse país.
Cleitinho também afirmou que convidará o governador Mateus Simões (PSD) para compor seu futuro governo, que a Secretaria de Educação será comandada por uma mulher e que apoiará Flávio Bolsonaro (PL) na disputa para o segundo turno da Presidência da República.
O segundo colocado na disputa foi Patrus Ananias, do PT, com 26,20% das intenções de voto.

Cleitinho (Republicanos) vota em Divinópolis, Minas Gerais
Como foi a disputa
O Republicanos, que chegou a cogitar apoio ao nome de Marcelo Aro (PP) para o governo de Minas, acabou confirmando o nome de Cleitinho.
Ao longo da campanha, Cleitinho Azevedo declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. Ele já confirmou que apoiará o candidato no segundo turno.
A disputa para governador de Minas foi marcada pela definição tardia também em outras chapas.
No campo da esquerda, o PT chegou a discutir os nomes de Rodrigo Pacheco (PSB) e Marília Campos (PT), antes de lançar Patrus Ananias como candidato. Pacheco não quis se candidatar a nenhum cargo, e Marília manteve se lançou para o Senado.
Senador Cleitinho Azevedo em entrevista coletiva na Praça do Santuário, em Divinópolis, quando afirmaou que seria candidato ao governo de MG — Foto: Michelle Pereira/TV Integração
Propostas e promessas
Com agendas concentradas na Região Metropolitana de Belo Horizonte e em cidades-polo do interior do estado, os candidatos apresentaram propostas distintas para enfrentar esses desafios.
Além de Cleitinho Azevedo e Patrus Ananias, participaram da disputa Alexandre Kalil (PDT), Ben Mendes (Missão), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB), Henrique Áreas (PCO), Indira Xavier (UP), Mateus Simões (PSD), Professor Túlio Lopes (PCB) e Rafael Duda (PSTU).
- Filas de cirurgia eletivas
Em entrevista ao MG1, em setembro, Cleitinho prometeu diminuir a fila das cirurgias eletivas no estado (veja vídeo abaixo).
"Eu acredito que em um ano, um ano e meio, a gente consegue fazer isso. Com trabalho, com dedicação, com ajuda da Assembleia, com ajuda dos deputados, a gente consegue fazer", afirmou.
Na área da saúde, ele também já defendeu a descentralização de investimentos e o fortalecimento dos hospitais filantrópicos, conforme afirmou no debate da TV Globo.

Cleitinho Azevedo fala sobre saúde em entrevista ao MG1
- Renegociação de dívidas do estado
O governador eleito disse também que iria renegociar o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) com o governo federal. Ele defendeu que os recursos permaneçam em Minas Gerais para investimentos em áreas como infraestrutura e saúde.
"O governo [federal] tem aqui dentro do estado muitas obrigações, como estradas, saúde. Então, poderia pegar essas prestações, com diálogo, com conversa, e investir novamente aqui em Minas Gerais".
- 'Dialogar com todos'
Cleitinho Azevedo declarou, ainda, que governaria para todos.
"Vou colocar o povo em primeiro lugar, zero ideologia. Vou dialogar com todos, inclusive com a oposição".
- Proteção às mulheres
No debate da TV Globo, realizado na última terça-feira (30), Cleitinho Azevedo disse que pretende ampliar as ações de proteção às mulheres.
- Reajuste para servidores, redução do IPVA e isenções fiscais
O governador eleito prometeu conceder ao menos a reposição inflacionária para os servidores todos os anos e propôs a redução do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Ele afirmou, ainda, que vai rever as isenções fiscais concedidas pelo estado e renegociar o pagamento da dívida pública com a União.
Cleitinho Azevedo (Republicanos) visitou a Ceasa, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte — Foto: Reprodução/TV Globo
Quem é Cleitinho Azevedo
Nascido em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, Cleiton Gontijo de Azevedo tem 44 anos. Ele é casado e tem dois filhos. Cleitinho completou o ensino fundamental e trabalhou como verdureiro no sacolão da família e como músico.
O governador eleito de Minas disputou um cargo político pela primeira vez em 2016, quando foi eleito vereador de Divinópolis pelo PPS, atual Cidadania. Ele teve 3.023 votos.
Em 2018, se candidatou a deputado estadual e conseguiu 115.492. Em 2022, concorreu ao Senado pelo PSC e foi eleito com 4.268.193 votos. Antes da posse, migrou para o Republicanos.
Vaivém na candidatura
Em março deste ano, o Republicanos anunciou a pré-candidatura de Cleitinho Azevedo ao governo de Minas, mas o governador eleito só confirmou que participaria da disputa meses depois, mesmo liderando desde o início as pesquisas de intenção de voto.
- Perda do irmão antes de confirmação
- Outro nome cogitado pelo partido
Na convenção partidária, o presidente estadual do partido, Euclydes Marcos Petterson Neto, afirmou que a legenda tentava convencer Cleitinho de sua candidatura, mas que o nome de Marcelo Aro, do PP, também era sondado para receber apoio do Republicanos na disputa ao governo.
- Confirmação tardia da candidatura
A indefinição continuou. Em 3 de agosto, o governador eleito apareceu chorando em um vídeo gravado ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, dizendo que não entraria na disputa. Menos de 24 horas depois, durante a convenção nacional do partido, ele voltou atrás novamente e pediu para ser candidato.
- Candidato à reeleição derrotado
Cleitinho Azevedo assume, a partir de janeiro de 2027, a cadeira atualmente ocupada por Mateus Simões (PSD), que tomou posse em março deste ano após Romeu Zema (Novo) renunciar ao cargo para se dedicar à campanha à Presidência da República.
O governador, no entanto, não avançou na corrida eleitoral e terminou a disputa pela reeleição em quarto lugar.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.