Linkin Park explica ajustes feitos para ter Emily Armstrong no vocal

Joe Hahn e Colin Brittain detalham como foi o processo de adaptação após a entrada da nova vocalista na banda, em 2024
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)
O Linkin Park passou por uma fase de reinvenção ao recrutar a cantora Emily Armstrong como nova vocalista, ocupando o posto deixado pelo saudoso Chester Bennington, falecido em 2017. Essa transição e os bastidores das adaptações musicais necessárias são detalhados no recém-lançado documentário Unshatter, que aborda o renascimento do grupo.
Em entrevista à revista People (via Music Radar), Emily admitiu ter ficado intimidada no início, questionando a si mesma se daria conta do recado. Para superar essa pressão, a cantora focou em colocar sua própria identidade na interpretação, sem tentar substituir Chester.

A preparação contou com o suporte do baterista Colin Brittain, também um novo integrante no grupo. Colin e Emily se reuniam na casa dele para repassar o repertório.
Durante esse processo, o tom de diversas músicas foi alterado repetidas vezes. O objetivo era encontrar uma tonalidade confortável para o alcance vocal de Emily.
No documentário, Colin Brittain detalhou o processo:
“Ela e eu nos reuníamos na minha casa, provavelmente quatro dias por semana, durante meses, para aprender as músicas. Mudamos várias vezes as tonalidades de várias músicas para tentar encontrar o que fosse confortável para ela cantar, mantendo, ao mesmo tempo, a energia e a estrutura originais.”

Joe Hahn, DJ e diretor criativo da banda, relembrou que a primeira música clássica trabalhada com a nova formação foi “Crawling”, do álbum de estreia Hybrid Theory (2000). Ele relembra:
“O importante para nós era que ela a cantasse do seu próprio jeito, sem imitar nada. Se a música tiver um significado pessoal para ela, então ela vai tocar as pessoas.”

Segundo Hahn, assim que ouviram os ajustes em “Crawling”, os membros perceberam que a nova formação poderia dar certo, funcionando como um divisor de águas para a confirmação do ressurgimento do Linkin Park:
“Ouvimos o resultado, fizemos algumas pequenas alterações e pensamos: ‘Ok, isso realmente funciona. Foi quase como quebrar o gelo, fazendo com que o restante do processo parecesse muito viável.”
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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
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