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Friday, September 11, 2026

BTG Pay: BTG inicia operação de plataforma de pagamentos para empresas com cartão B2B e maquininha

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RESUMO | O BTG Pactual lançou nesta sexta-feira, 11 de setembro, o BTG Pay, plataforma empresarial que reúne maquininha, cartão B2B e split payment. A solução permite receber, pagar, conciliar valores e contratar crédito no mesmo ambiente, com foco em reduzir etapas manuais nas transações entre empresas.

O mercado de pagamentos entre empresas ainda depende de uma combinação de boletos, duplicatas, transferências bancárias e processos manuais de conferência. Para muitas companhias, o pagamento de um fornecedor envolve etapas separadas: negociar prazo, emitir cobrança, buscar crédito e depois conciliar os valores recebidos e pagos.

É nesse espaço que o BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME) lança o BTG Pay, uma plataforma de pagamentos voltada para empresas que reúne maquininha, cartão de crédito corporativo para transações entre companhias e uma solução de split payment, tecnologia que divide automaticamente um pagamento entre diferentes partes. A ferramenta foi lançada nesta sexta-feira, 11 de setembro, pelo BTG Pactual Empresas, unidade do banco dedicada às empresas.

A chegada do produto ocorre após o BTG Empresas ampliar sua oferta de serviços para companhias de diferentes portes. Desde 2019, a plataforma adicionou produtos de crédito, conta, cobrança, pagamentos e ferramentas de gestão financeira. Com o BTG Pay, o banco passa a oferecer também uma solução própria de recebimento, uma área que antes dependia de empresas parceiras.

“O BTG Pay é a solução de pagamento do BTG Pactual. Com o BTG Pay, o empreendedor vai poder receber, pagar, conciliar e se financiar numa única experiência. A gente quer resolver essas quatro grandes dores do empreendedor”, diz Rogério Stallone, sócio de crédito corporativo e responsável pelo BTG Pactual Empresas.

A partir do lançamento, o banco pretende ampliar o uso da plataforma entre pequenas, médias e grandes empresas. A aposta é que a integração entre pagamentos e crédito ajude empresas a reduzir processos manuais e permita novas formas de financiar compras entre fornecedores e clientes.

O cartão B2B para substituir etapas de boletos e duplicatas

Uma das principais peças do BTG Pay é o cartão voltado para pagamentos entre empresas, chamado pelo banco de cartão B2B. Diferentemente do cartão tradicional, usado principalmente por pessoas físicas em compras no varejo, a solução foi criada para operações entre duas empresas.

Hoje, uma compra entre empresas costuma seguir caminhos como pagamento à vista via Pix ou TED, emissão de boleto ou criação de uma duplicata com prazo de pagamento. Quando uma empresa precisa de mais prazo, muitas vezes busca crédito em outra etapa da operação.

Com o cartão BTG Pay, o comprador pode negociar o prazo de pagamento com o fornecedor dentro da própria transação. O fornecedor pode receber em uma data combinada, enquanto o comprador paga ao banco posteriormente, dentro do limite de crédito aprovado.

“O cartão é B2B, então é uma companhia transacionando com outra companhia. Isso no passado seria feito com uma TED, um Pix ou um boleto. Aqui você consegue passar o cartão e combinar com a outra companhia o prazo para pagar”, diz Gabriel Motomura, co-head do BTG Pactual Empresas.

O crédito usado nessa operação segue as políticas tradicionais de análise do banco. O limite pode variar de cerca de R$ 10 mil para empresas menores até bilhões de R$ para grandes companhias, segundo o BTG. O prazo e o valor dependem da avaliação de risco de cada cliente.

A diferença está na forma de contratação. Em vez de uma empresa emitir um boleto, buscar desconto desse recebível e formalizar outra operação de crédito, o financiamento ocorre dentro do pagamento.

“Você resolveu três dores. Ela passou o cartão, a outra companhia recebeu em D0 e o banco vai estar dando esse crédito para ela. Então você tirou a necessidade de assinar um contrato de crédito, mandar um Pix para a companhia ou emitir um boleto”, diz Stallone.

Mercado potencial de R$ 50 trilhões

O BTG estima que o mercado que pode ser atendido pelo produto é maior do que o mercado tradicional de adquirência, que envolve pagamentos feitos em maquininhas. Segundo os dados apresentados pelo banco, a adquirência representa cerca de R$ 4,5 trilhões em transações.

A esse valor, o banco soma aproximadamente R$ 11 trilhões em pagamentos entre empresas via boletos e outros R$ 35 trilhões em transferências como TED e Pix entre companhias. A soma chega a mais de R$ 50 trilhões em um mercado potencial.

O número representa o volume total de pagamentos que poderia, em tese, usar uma solução como o BTG Pay. O banco afirma que a migração desses meios tradicionais para o cartão B2B deve ocorrer de forma gradual.

“A proposta é criar uma opção. Existe aqui uma operação mais fluida, com capital de giro automático e uma questão de registro já resolvida. Mas vai continuar tendo boleto, vai continuar tendo Pix”, diz Motomura.

O cartão funciona em um arranjo próprio do BTG Pay, uma estrutura criada pelo banco para permitir características como negociação de prazo e condições diferentes de liquidação. Neste primeiro momento, o cartão será usado dentro do ecossistema do BTG Pay.

Maquininha com duas telas e integração com sistemas

Além do cartão B2B, o BTG Pay entra no mercado de adquirência com uma maquininha própria. O equipamento tem duas telas: uma voltada para o vendedor e outra para o consumidor acompanhar a compra.

A ideia é reduzir erros de digitação e deixar mais claro o valor da transação para quem está pagando. A maquininha aceita cartões de diferentes bandeiras, Pix e vales-refeição e alimentação.

A solução é voltada principalmente para varejo e serviços, setores em que pagamentos com cartão têm maior presença. Já o cartão B2B mira operações entre empresas, como indústria, agronegócio, construção e grandes fornecedores.

“Hoje o usuário da maquininha é mais o varejo e o serviço tradicional. O usuário do cartão vai ser provavelmente quem não usa a máquina, como grandes indústrias, construtoras e agronegócio”, diz Stallone.

Outro ponto da plataforma é a integração com sistemas de gestão. O produto foi desenvolvido com conexão via APIs, tecnologia que permite a comunicação entre diferentes sistemas, e já possui integração com mais de 200 softwares de gestão.

Na prática, uma empresa pode receber informações de pagamentos diretamente no sistema que usa para controlar o negócio, sem precisar baixar arquivos e conferir manualmente cada operação.

Split payment e a mudança com a reforma tributária

O terceiro produto do BTG Pay é o split payment, solução que divide automaticamente um pagamento entre diferentes participantes de uma operação.

Hoje, o sistema pode ser usado em situações como restaurantes, pet shops e franquias. Um pagamento pode ser dividido entre diferentes partes no momento da transação, como estabelecimento, prestador de serviço e outros envolvidos.

A tecnologia também foi desenvolvida pensando nas mudanças trazidas pela reforma tributária. Com a implementação do novo modelo, os impostos passarão a ser recolhidos no momento da venda, reduzindo o prazo em que empresas mantêm esse dinheiro em caixa.

“Com a reforma tributária, quando você passar a transação, a carga tributária vai para o governo na hora. Então você precisa de uma solução que faça isso para a empresa”, diz Stallone.

O banco afirma que o split payment já está disponível antes da implementação completa das novas regras e poderá ser usado pelas empresas conforme o novo modelo tributário avance.

O BTG Pay começa disponível para clientes do BTG Empresas de diferentes tamanhos. O banco afirma que a mesma estrutura foi criada para atender desde pequenas empresas até grandes companhias.

A estratégia é usar a tecnologia desenvolvida para negócios menores, que precisam de processos digitais para reduzir custos, também em empresas maiores.

“Para uma PME de uma transação de R$ 20 mil, tudo precisa ser digital. Depois que você monta um produto digital funcionando para a pequena empresa, você consegue levar para uma grande empresa também”, diz Stallone.

O que é o BTG Pay?

O BTG Pay é uma plataforma de pagamentos para empresas que reúne maquininha, cartão de crédito B2B e split payment. Segundo Rogério Stallone, sócio de crédito corporativo e responsável pelo BTG Pactual Empresas, a solução permite receber, pagar, conciliar e obter financiamento em uma única experiência.

Como funciona o cartão B2B do BTG Pay?

O cartão B2B permite que uma empresa negocie o prazo de pagamento com outra dentro da própria transação. O fornecedor pode receber em D0, enquanto o comprador paga posteriormente ao BTG Pactual, conforme o limite de crédito aprovado pelo banco.

Qual é o limite de crédito do cartão BTG Pay?

O limite pode variar de cerca de R$ 10 mil para empresas menores a bilhões de reais para grandes companhias, segundo o BTG Pactual. O valor e o prazo dependem da análise de risco de cada cliente.

Qual é o mercado potencial do BTG Pay?

O BTG Pactual estima um mercado potencial superior a R$ 50 trilhões, formado por cerca de R$ 4,5 trilhões em adquirência, R$ 11 trilhões em pagamentos empresariais via boletos e R$ 35 trilhões em transferências como TED e Pix entre companhias.

Quais pagamentos a maquininha do BTG Pay aceita?

A maquininha do BTG Pay aceita cartões de diferentes bandeiras, Pix e vales-refeição e alimentação. O equipamento tem duas telas e, segundo o banco, a plataforma já se integra a mais de 200 softwares de gestão por meio de APIs.

Como funciona o split payment do BTG Pay?

O split payment divide automaticamente um pagamento entre diferentes participantes de uma operação, como estabelecimentos e prestadores de serviços. Segundo Rogério Stallone, a tecnologia também poderá separar e encaminhar os tributos ao governo no momento da venda conforme avance o novo modelo da reforma tributária.

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