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Sunday, October 11, 2026

Você sabia que o solo faz toda a diferença na produção do vinho? Pesquisadores estudam há 15 anos como melhorar produção no RS

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Quando uma taça de vinho é servida, poucos imaginam que parte importante do sabor da bebida começa muito antes da colheita das uvas. E essa etapa decisiva não está nos cachos nem nas folhas das videiras, mas no solo onde elas são cultivadas.

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) estudam há mais de 15 anos como a fertilidade do solo interfere no desenvolvimento das plantas e na produção de uvas.

Segundo o professor de pós-graduação em Ciências do Solo da UFSM, Gustavo Brunetto, cada área de cultivo possui características próprias. Por isso, as pesquisas buscam indicar aos produtores qual a quantidade adequada de nutrientes, quando eles devem ser aplicados e de que forma esse manejo pode contribuir para a saúde do solo.

"Tudo isso vai ajudar para um bom crescimento da planta e uma boa produtividade", diz Brunetto.

Além de favorecer o crescimento das videiras, o objetivo é fortalecer a atividade biológica existente na terra, fator considerado importante para garantir produtividade e qualidade na produção.

Condições climáticas

Os estudos também investigam como condições climáticas adversas afetam as plantas. De acordo com a pesquisadora Natália Palermo, entender o comportamento dos nutrientes diante dessas mudanças é uma das principais preocupações dos trabalhos desenvolvidos atualmente.

"Mudanças climáticas, altas temperaturas, excesso de chuva e como que a adubação vai se comportar nesse ambiente adverso", analisa Palermo.

O professor Brunetto destaca que as variações climáticas têm impacto direto no resultado das safras:

"Todas as vezes que nós tivermos mudanças de variáveis no clima, alguns anos muito seco, alguns anos muito chuvoso, que é o caso desse ano, é o que vai determinar a qualidade não só da videira, mas de outras frutíferas", pontua.

Os resultados das pesquisas já têm reflexos práticos no campo. Conforme o coordenador de Viticultura Junior Marques, o conhecimento gerado permitiu reduzir a aplicação excessiva de nutrientes, diminuindo possíveis impactos ambientais e contribuindo para um melhor desenvolvimento das plantas.

"Diminuímos muitos nutrientes que eram colocados em excesso e que poderiam agredir o meio ambiente e trazer um desenvolvimento menor pra planta, inclusive trazendo qualidade menor pro vinho", explica Marques.

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