Cadu de Lula é eleito governador do Rio Grande do Norte no 2º turno
Cadu de Lula (PT) foi eleito governador do Rio Grande do Norte, no segundo turno das eleições gerais que ocorreu neste domingo (25).
Ele derrotou o adversário, o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União) nas urnas, segundo a apuração do TSE (Tribunal Superior Regional).
Conforme a Justiça Eleitoral, no primeiro turno, Allyson obteve 36,94% dos votos (733.809 votos) contra 36,16% (718.300 votos) de Cadu.
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Trajetória do governador eleito
Carlos Eduardo Xavier tem 48 anos e disputou pela primeira vez um cargo eletivo. Nascido no Rio de Janeiro, foi criado no Rio Grande do Norte. É formado em Engenharia de Computação e mestre em Engenharia de Produção pela UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).
Auditor fiscal do Tesouro Estadual desde 2005, Cadu construiu carreira na administração pública potiguar. Em 2019, assumiu a Secretaria de Tributação no primeiro governo de Fátima Bezerra (PT).
Em 2023, passou a comandar a Secretaria da Fazenda do estado. Também presidiu o Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal) entre 2023 e 2025.
Cadu deixou a Secretaria da Fazenda em março de 2026 para concorrer ao governo do Rio Grande do Norte. Na chapa, Larissa Rosado (PSB) é a vice-governadora.
O plano de governo de Cadu Xavier organiza as propostas em 13 eixos e tem como uma das prioridades o desenvolvimento econômico, com foco na geração de emprego e renda.
Entre as medidas previstas estão o estímulo à industrialização ligada às energias renováveis, aos minerais estratégicos e à economia de baixo carbono; o fortalecimento da agricultura familiar, da fruticultura, da pesca e da aquicultura; o apoio a pequenos negócios e cooperativas; e a ampliação do turismo.
O programa também propõe investimentos em rodovias, portos, aeroportos, logística, saneamento e infraestrutura digital, além de maior integração entre empresas locais, universidades e centros de pesquisa.
Na área social, Cadu propõe fortalecer e regionalizar o SUS, com atenção à prevenção, à saúde mental, à redução das filas e à valorização dos profissionais.
Na educação, o plano prevê expansão da educação integral e da formação técnica, valorização dos profissionais, incentivo à ciência e à inovação e políticas de permanência estudantil.
Também estão entre as prioridades o combate à fome, o fortalecimento da assistência social, políticas de autonomia econômica e enfrentamento à violência contra as mulheres e ações voltadas à juventude, às pessoas com deficiência e às populações negra, indígena, quilombola e LGBTQIA+.
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