Ato a favor de Lula convocado por estudantes ocupa Esplanada dos Ministérios, em Brasília
Um ato em apoio à reeleição de Lula (PT) ocupou boa parte da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta terça-feira (13).
Milhares de pessoas marcharam no local, com faixas de apoio ao presidente, à democracia e críticas a Flávio Bolsonaro (PL) —a manifestação se soma a outras organizadas pela esquerda em várias cidades do país após o primeiro turno.
O ato foi convocado pelo DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UnB (Universidade de Brasília). Também contou com apoio de entidades como a UNE (União Nacional dos Estudantes).
A concentração teve início por volta das 16h, no Museu da República, e seguiu até a noite, quando ocuparam o gramado da Esplanada. "Pula sai do chão quem defende a educação", gritaram os manifestantes, com lanternas acesas.
Entre os motes da manifestação estava o fim da escala 6x1, uma das apostas eleitorais da campanha de Lula. A matéria está prevista para ser votada nesta quarta (14) no Senado.
Políticos também participaram, como o deputado federal eleito Fabio Felix (PSOL-DF) e o deputado distrital eleito Max Maciel (PSOL).
Havia bandeiras críticas à governadora do Distrito Federal, e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), e apoio a seu adversário no segundo turno, Leandro Grass (PT).
A Folha questionou a Secretaria de Segurança Pública do DF sobre estimativa de público. O órgão respondeu que "não realiza levantamentos de estimativa de público".
A esquerda tem conseguido mobilizar milhares de pessoas em manifestações pelo Brasil nos últimos dias, após Lula ficar atrás de Flávio no primeiro turno. A estratégia do PT para tentar virar a disputa passa por reduzir a abstenção no segundo turno e por pedir à militância que convença pessoas a mudarem de voto.
No domingo, Lula participou de ato que reuniu milhares de apoiadores na avenida Paulista, em São Paulo. A via chegou a ser ocupada por 12 quarteirões, na maior parte de seus 2,8 km.
No ato, Lula fez um discurso voltado ao público jovem, destacando lideranças recém-eleitas pelo PT e prometendo uma revolução tecnológica em um eventual novo governo.
A campanha de Lula mobilizou, também nesta terça-feira, aliados derrotados e jovens eleitos no primeiro turno em novo ato em São Paulo. Sob chuva no Largo da Batata, zona oeste da capital paulista, os ex-ministros da Fazenda, Fernando Haddad (PT), do Planejamento, Simone Tebet (MDB), e do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), subiram no palanque junto a nomes jovens que saíram vitoriosos no primeiro ciclo de votação.
O chamado "Ato da Virada" leva no nome o principal esforço da campanha petista a 12 dias do segundo turno: reverter o resultado visto no primeiro.
Apoiadores de Lula também encheram quarteirões da orla de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, em um ato na tarde de segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida. Defesa do fim da escala 6x1, críticas a Flávio Bolsonaro, menção à padroeira do Brasil e discursos em tom de otimismo marcaram a manifestação.
Também nesta segunda, um ato pró-Lula reuniu apoiadores na região da Barra, em Salvador. O mesmo local recebeu uma passeata no domingo. "Precisamos virar o jogo, derrotar a extrema direita e garantir mais democracia, direitos, soberania e desenvolvimento para o nosso povo", declarou a Frente Brasil Popular da Bahia ao convocar o ato.
No domingo, apoiadores do presidente saíram em passeata do parque 13 de Maio até o Marco Zero, na área central do Recife.
Segundo o Comitê Popular de Luta, que tem reunido a agenda, havia previsão de atos nesta terça em locais como Belém, Salvador, Fortaleza, Riacho Dantas (SE), Campo Grande, Divinópolis (MG) e Porto Alegre.
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