Houthis voltam a atacar Riade e atrasam jogo do Al-Nassr

Os houthis voltaram a atacar, esta segunda-feira, a capital saudita. O grupo xiita alinhado com o Irão reivindicou os ataques e disse que desejava atingir o aeroporto internacional de Riade. Isso obrigou a que o jogo da Champions Asiática que opôs o Al-Nassr — onde joga Cristiano Ronaldo — ao clube do Uzbequistão FK Neftchi Farg’ona fosse adiado quase duas horas.
“As nossas Forças Armadas conseguiram atingir esta noite o Aeroporto Internacional [Rei] Khalid, na capital do inimigo saudita, Riade, com um míssil balístico, e o impacto foi preciso”, afirma o porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, numa publicação na rede social X. O responsável acrescentou que se registou um ataque à base de Khamis Mushait, no sul do reino, com um drone, e que “o impacto foi direto”.
Ainda assim, a Arábia Saudita contestou esta versão. Segundo o major-general Turki al-Malki — porta-voz da coligação militar liderada pelos sauditas que combate contra o movimento dos houthis —, as explosões em Riade deveram-se à “interceção e destruição de um míssil balístico”, não havendo qualquer impacto na capital saudita.
As autoridades sauditas emitiram um aviso à população antes do ataque. O jogo do Al-Nassr estava marcado para as 21h15 (hora local), mas foi adiado devido a esta ofensiva. A equipa saudita acabou por vencer o Neftchi Farg’ona por 3-1, com Cristiano Ronaldo a marcar um golo.
A ofensiva dos houthis na Arábia Saudita está a intensificar-se. O grupo rebelde está a atacar várias partes de território saudita, avançando em paralelo numa ofensiva em partes do território do Governo reconhecido internacionalmente pelo Iémen.
Neste sentido, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, propôs ao príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, uma ofensiva conjunta contra os houthis, sob supervisão norte-americana.
A notícia foi avançada pelo jornal Hareetz, que também dá conta de que o príncipe herdeiro está a opor-se a essa ofensiva, receando que o envolvimento de Israel possa ter uma elevada rejeição da população saudita.
Com esta ofensiva, Benjamin Netanyahu pretende também melhorar as relações com a Arábia Saudita. Um dos grandes objetivos geopolíticos do primeiro-ministro israelita é que o reino se junte aos Acordos de Abraão e estabeleça relações diplomáticas com Israel.
[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]
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