Prisão na Indonésia tem TV e simulador de golfe; funcionários são suspensos

O Ministério da Imigração e Correções investiga se presos pagaram agentes penitenciários em troca das acomodações especiais. Rudi Setiawan, inspetor-geral da pasta, anunciou a suspensão de cinco funcionários, entre eles o diretor da prisão.
Superlotação e denúncias de corrupção
Os detentos viviam em pelo menos 10 unidades habitacionais situadas logo fora da prisão, as quais haviam sido projetadas para acomodar funcionários. O ministério ouviu dezenas de presos e servidores sobre as condições na unidade.
Prisões indonésias enfrentam superlotação e falta de guardas, segundo analistas que estudam o sistema penitenciário do país. Eles afirmam que funcionários corruptos oferecem drogas, saídas e produtos de luxo a detentos com mais dinheiro.
Em 2018, uma agência do governo constatou que presos acusados de corrupção em outra unidade pagaram por acomodações especiais. Em 2017, detentos escaparam da prisão de Kerobokan, em Bali, após cavarem um túnel.
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