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Friday, October 23, 2026

As notícias das 14h

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal das Duas, com edição do Miguel Videira. Arrancamos este jornal com mais reações às declarações do presidente do IHRU. O Chega pede a demissão do presidente, depois de Benjamim Pereira ter pedido sacrifícios aos jovens para ajudar a dar a volta à crise na habitação.

Uma declaração que tem suscitado várias críticas, da direita à esquerda, incluindo do ministro Miguel Pinto Luz, que já vamos ouvir. Há pouco, nos Passos Perdidos, à margem do debate, a coincidir com o arranque do debate na generalidade do Orçamento do Estado para o próximo ano, o deputado do Chega, Francisco Gomes, veio pedir a demissão de Benjamim Pereira.

Todo este governo deve apresentar a sua demissão, porque este governo é completamente incompetente. O país precisa de respostas e nós estamos no mesmo. Que se vá ele, que se vá a Monteira, que vão todos os amigos do PSD, porque nós precisamos de uma nova página na política e uma nova página não se escreve com os mesmos de sempre.

Como percebemos, não só o presidente do IHRU, mas todo o governo a reboque deste caso e desta declaração de Benjamim Pereira. Uma declaração que também não agradou ao ministro Miguel Pinto Luz, que tem a tutela do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana.

As declarações são absolutamente infelizes. Estes jovens, muitos que se manifestam, outros que não se manifestam, que é uma minoria silenciosa, claro que se sacrificam. Claro que têm um esforço enorme. Já pedi esclarecimentos.

Esclarecimentos é o que pede também o Bloco de Esquerda. O deputado Fabian Figueiredo anunciou que vai pedir uma audição com caráter de urgência de Benjamim Pereira no Parlamento. "Útil", diz Jorge Pinto, do LIVRE, e não apenas por causa destas declarações.

Nós queremos que o senhor presidente venha aqui, mas é para explicar porque é que o IHRU tem tantos atrasos, mais do que as declarações ofensivas, que nos explique se é ou não a pessoa indicada para estar à frente do IHRU num momento tão sensível.

Jorge Pinto, porta-voz do LIVRE, declarações esta manhã à Rádio Observador.

E face a estas críticas que ouvimos aqui, Miguel, que esclarecimentos vem prestar Benjamim Pereira no comunicado enviado há pouco às redações?

Admite que as referências à capacidade de sacrifício dos mais jovens foram infelizes. Explica que não estava a sugerir que os mais novos deviam ter a mesma capacidade de sacrifício de gerações mais antigas. Escreve também que, em momento algum, sugeriu que os jovens deviam emigrar face às dificuldades para encontrarem casa em Portugal.

O ministro das Finanças continua a responder às perguntas dos deputados. Arrancou esta manhã a discussão na generalidade do Orçamento do Estado para o próximo ano.

Muito centrado no tema do momento, o acesso à habitação. Joaquim Miranda Sarmento pede tempo para que as medidas do governo possam começar a produzir efeito.

Nós já colocámos muitas medidas na questão da habitação, mas é um problema que demora tempo, porque obviamente construir casas demora tempo, colocá-las no mercado demora tempo. Mas nós já fizemos um número de medidas muito significativo nestes dois anos e meio.

Miranda Sarmento não se compromete com prazo, mas acredita que, em breve, o mercado de habitação vai estabilizar.

Dez anos não é o que está no nosso horizonte. Eu creio que todas estas medidas já estão a surtir efeito no aumento da oferta. Vão continuar a surtir cada vez mais efeitos e nós não demoraremos muito a ver uma maior estabilização dos preços.

É pelo menos essa a convicção de Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças, que a esta hora responde às perguntas dos deputados na sessão plenária que marca o arranque do debate na generalidade do Orçamento do Estado para o próximo ano.

E foram, entretanto, conhecidos esta manhã os novos dados sobre a evolução do preço das casas em Portugal. No segundo trimestre do ano, registou-se uma subida mediana de 18,4%.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior. Ainda assim, o ritmo de subida abrandou face àquilo que aconteceu no primeiro trimestre, quando os preços aumentaram quase 20%. Apesar de o ritmo ter abrandado a nível nacional, a verdade, Ricardo Lopes, aqui conosco agora em estúdio, é que em 10 dos 24 municípios mais populosos, o ritmo de subida continua imparável. Que municípios lideram esta lista, Ricardo?

Loures e Matosinhos, Miguel, dividem os lugares cimeiros. Aí os preços subiram, respetivamente, 9,5 e 9,7 pontos percentuais. Isto não significa que foram os municípios onde as casas mais encareceram, mas sim onde o ritmo de subida dos preços mais acelerou. Como referias, em 10 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, o preço das casas acelerou. No segundo trimestre, aumentou a um ritmo mais rápido que nos primeiros três meses do ano. Nos restantes 14 municípios, o ritmo de crescimento manteve-se, só chegou mesmo a abrandar. Guimarães, por exemplo, registou a maior desaceleração, desceu 3,4 pontos percentuais. Lisboa e Porto também apresentam um abrandamento significativo. Falamos de cerca de -8,9 na capital e -5,4 na cidade Invicta. Em termos medianos, o preço das casas vendidas em Portugal atingiu os €2445 por metro quadrado. O cenário na capital é ainda mais dispendioso. Falamos de mais de €5300 por metro quadrado. É o valor mais elevado do país. Dar nota que, com os preços a subir, venderam-se menos casas. O número de transações caiu 9% face ao mesmo período do ano passado.

São dados revelados esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística, aqui sintetizados pelo jornalista Ricardo Lopes. O preço das casas continua a aumentar em Portugal, apesar de o ritmo de subida ter abrandado ligeiramente.

E Miguel, vamos agora conhecer outros temas em destaque a esta hora.

O Presidente da República agendou para o início do próximo mês uma reunião do Conselho de Estado subordinada ao tema da coesão social. A reunião está marcada para dia 2, às 15h. O mesmo tema vai ser abordado durante os encontros com os representantes dos partidos com assento parlamentar, encontros agendados para a próxima quinta-feira em Belém. Agora uma reação de uma das empresas afetadas pela decisão da Câmara Municipal de Lisboa esta semana. A empresa Bolt considera que retirar as trotinetas partilhadas da capital vai reduzir as opções de mobilidade para quem vive em Lisboa. Em causa a aprovação da proposta da Câmara, liderada por Carlos Moedas, que visa a suspensão do sistema partilhado de trotinetas elétricas na capital até ao final do ano. Num comunicado enviado à Agência Lusa, a empresa adianta que no ano passado 78% das viagens em trotinetas partilhadas foram feitas por residentes, pelo que a medida determinada pela autarquia vai limitar as opções económicas e sustentáveis de quem mora na capital portuguesa. Em França, foi autorizada uma manifestação agendada para amanhã na cidade de Marselha, após ter tornado ilegal no dia de ontem todas as formas de protesto declaradas ou não declaradas. O prefeito da região decidiu dar um passo atrás, revogou o decreto que anunciava a proibição de todas as manifestações. A prefeitura autoriza a realização de uma marcha, que está agendada para as 14h. Uma decisão depois de reuniões com sindicatos que já confirmaram o compromisso de supervisionar esta mesma marcha. O percurso foi negociado com as autoridades. Vão ser evitadas as principais artérias comerciais da cidade, tendo em conta as pilhagens que aconteceram no passado fim de semana. Foi ainda revertida pela prefeitura a decisão de bloquear todo o transporte público em Marselha por 24 horas. Uma decisão saída desta manhã. Também em França, um homem de 39 anos, ainda não se conhecem as motivações, atingiu com disparos quatro pessoas nos arredores da capital Paris, numa localidade a 30 km da capital parisiense. Uma pessoa morreu, outras ficaram feridas. O caso está a ser investigado pela Procuradoria dedicada aos assuntos de terrorismo. Ainda não se sabe o que motivou este ataque, que fez com que esta localidade nos arredores de Paris acordasse esta manhã em sobressalto.

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