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Thursday, September 17, 2026

9h. PCP defende fixação dos preços dos combustíveis

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Observador 91.

As notícias com Carla Jorge Carvalho. A Comissão Parlamentar de Inquérito aos exames nacionais vai ser aprovada. O Partido Socialista anunciou o voto a favor ontem à noite, depois do Chega também anunciar que vai dar luz verde à proposta.

E, por isso, o Ministro da Educação vai voltar a ser ouvido no Parlamento sobre as falhas na correção dos exames por via digital, um processo que marcou o final do último ano letivo. O Secretariado Nacional do PS propôs ao grupo parlamentar que votasse a favor da Comissão Parlamentar de Inquérito. Já à noite, em entrevista à Sic Notícias, o secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, confirmou o voto.

Nós viabilizaremos essa comissão de inquérito por dois motivos. Primeiro, há que esclarecer a relação entre o desmantelamento que foi feito de várias estruturas do Ministério da Educação e os seus efeitos, nomeadamente no caos que se instalou nos exames de acesso ao ensino superior. Por outro lado, por que se avançou de forma intempestiva para esta transição, não auscultando a opinião de quem teria alertado o próprio ministério que não havia condições para avançar?

A Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o processo de classificação digital dos exames nacionais foi proposta pelo Bloco de Esquerda. É votada amanhã no Parlamento e tem, assim, a aprovação garantida.

E falamos agora de outra comissão parlamentar de inquérito, mas que foi rejeitada, a CPI ao caso Luís Neves. André Ventura pode encontrar-se hoje com Aguiar Branco.

Uma reunião privada, que deverá acontecer ainda hoje, de acordo com o jornal "Público", surge depois de ontem o presidente da Assembleia da República ter rejeitado a iniciativa do Chega. Aguiar Branco explica que encontrou desconformidades no pedido do partido. André Ventura acusou o presidente do Parlamento de defender o sistema. Há dois caminhos que Ventura pode agora seguir: pode recorrer da decisão de Aguiar Branco ou apresentar uma nova proposta de CPI. Na análise, o publisher do Observador, José Manuel Fernandes, sai em defesa da posição assumida pelo presidente da Assembleia da República.

O que o Chega pretende é uma suspensão, mas implica, neste caso, opções do Ministério Público. E opções do Ministério Público, o estatuto que o Ministério Público tem já não é investigar a Polícia Judiciária, é investigar o Ministério Público. Fica aqui uma nuvem, uma nebulosa, que eu creio que Aguiar Branco, basicamente, aquilo que esteve a dizer e que fez na primeira resposta à proposta do Chega, e o Chega depois insistiu com outra proposta, e agora vamos ver se não se faz uma terceira, logo se verá. Eu creio que vamos acabar por ter, de alguma forma, uma comissão de inquérito, em este caso, havendo aquela hipótese de, se não passar a do Chega, a do JDIP pode ser sempre bloqueada pelos dois grandes partidos, mas da forma como as coisas estão, não tenho a certeza que isso vá acontecer.

A análise de José Manuel Fernandes, há instantes aqui no "Jovens d'Aore". O líder do Chega remete o anúncio da decisão sobre o próximo passo do partido para depois da reunião com Aguiar Branco, que como dissemos, poderá acontecer já hoje.

Este é o tema que faz manchete a esta hora no site do Observador. O secretário-geral do PCP considera que a fixação dos preços dos combustíveis deve acontecer o quanto antes. A ministra do Ambiente e da Energia já afastou essa ideia e diz que só será implementada em último caso.

O Partido Comunista tem hoje mais de uma centena de protestos marcados em todo o país contra o aumento do custo de vida. Numa dessas ações, no Cais do Sodré, em Lisboa, Paulo Raimundo acusa a ministra do Ambiente e da Energia de contribuir para o aumento do custo de vida.

A senhora ministra, pelos vistos, acha que o aumento do custo de vida ainda não está ao nível que ela acha que deve estar. E é sempre para mais tarde. Tudo o que é para facilitar a vida aos trabalhadores, às populações, tudo o que é conter aquilo que é os lucros enormíssimos, neste caso, das Galp deste país, é sempre para mais tarde. Tudo o que é apertar a vida de quem trabalha é sempre ontem. E, portanto, a senhora ministra certamente acha que ainda não estamos no estado suficiente para tomar as medidas que se impõem. Está enganada. E as populações estão justamente indignadas, justamente revoltadas e vão dar a resposta.

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, em declarações à RTP, não se compromete com o sentido de voto na Comissão Parlamentar de Inquérito ao ministro da Administração Interna. O líder comunista diz que não se opõe à prestação de esclarecimentos, mas considera que o caso Luís Neves é uma novela que já dura há tempo demais.

E falamos agora de criminalidade juvenil. O número de jovens internados em centros educativos diminuiu ligeiramente nos primeiros oito meses do ano. A tendência é para uma estabilização dos casos.

Falamos de centros que recebem jovens que cometeram crimes, mas que por serem menores, não podem ir para a prisão. No final do mês de agosto de 2026, este ano, estavam internados nestes centros 152 jovens. No final do ano passado eram 156, ou seja, houve uma ligeira diminuição, quatro jovens. São dados da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, consultados pela Rádio Observador. Os números mostram ainda que a grande maioria destes jovens é do sexo masculino, sobretudo portugueses. Apenas 21 destes 152 internados eram estrangeiros.

Carla, um destes casos é o do rapaz de 12 anos que esfaqueou seis colegas numa escola na Azambuja. O ataque faz hoje precisamente dois anos e passado todo este tempo, há vários desenvolvimentos.

O jovem utilizou uma faca de cozinha e feriu seis alunos. Na altura, foi noticiado que andaria a pesquisar sites nazis na internet. Este é o tema do "Onde Para o Caso" de hoje, da Rádio Observador, e Martim Madeira, há vários desenvolvimentos.

O grande destaque é que o jovem que atacou seis alunos já não frequenta a Escola Básica um, dois e três da Azambuja. A informação é avançada à Rádio Observador pelo presidente da Câmara da Azambuja, Silvino Lúcio.

Portanto, soubemos que o menino deixou de frequentar aquela escola.

Quanto às vítimas, cinco rapazes e uma rapariga que ficou ferida com gravidade, continuam na escola, mas com acompanhamento psicológico, como confirma o autarca da Azambuja, Silvino Lúcio.

Os outros alunos frequentam com algum problema, com alguma consternação, com algum medo.

Acompanhados?

Sim, foram acompanhados. O Hospital de Vila Franca pôs lá dois psicólogos De dois psicólogos. Nós também temos os nossos psicólogos lá a acompanhar as famílias, damos acompanhamento às famílias, damos acompanhamento aos meninos.

A Rádio Observador apurou também que, na altura, a autarquia reforçou as medidas de segurança nas escolas, juntamente com a PSP, um reforço que ainda dura até hoje para evitar novos casos de violência. Depois do crime, o aluno foi enviado para um centro educativo em Lisboa. A medida foi decretada pelo Tribunal de Família e Menores de Vila Franca de Xira. Questionámos tanto o Ministério Público como o tribunal para apurar mais informações sobre a situação atual do jovem, mas não obtivemos resposta. Na altura, o aluno tinha 12 anos, hoje já tem 14, por isso ainda se enquadra na lei tutelar educativa aplicável a jovens entre os 12 e os 16 anos.

Martim Madeira, com os desenvolvimentos deste caso, um aluno que atacou seis colegas com uma faca na Escola Básica na Azambuja, faz hoje dois anos. O ataque pode ter sido motivado pelas pesquisas de ideologia extremista, sendo que a investigação também não põe de parte que tenha sido instigado por terceiros ou até sofrido um surto psicótico.

Este é o tema do "Onde Para o Caso", um programa para ouvir na íntegra depois do jornal das 17h da tarde política. São agora 9:09, já segue o explicador sobre o sistema Volta com Ana Jacinto, secretária-geral da ARESP, e Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque?

O Livre leva hoje ao Parlamento uma discussão que considera urgente sobre a regulação do jogo online. O partido quer impor limites à publicidade e tributar em sede de IRS o dinheiro obtido neste tipo de competições. A porta-voz do partido, Isabel Mendes Lopes, considera que esta é uma discussão urgente, diz que não se pode esperar mais dois ou três anos porque estão muitas vidas em jogo. Pelo menos uma pessoa morreu em Barcelona na sequência das fortes chuvas que atingiram a região leste de Espanha. Trata-se do condutor de um veículo que foi arrastado pela água. O mau tempo já fechou escolas, encerrou o aeroporto de Valência e cortou o metrô de Barcelona, além de ter deixado estradas alagadas e levar ao deslizamento de terras. E agora, não sei se têm lá nas vossas prateleiras algum caderno de receitas de família, assim daqueles escritos à mão.

Não tenho, mas gostava.

Com notas, com aquela receita do bacalhau da avó.

Que não tem da avó, era tão boa.

Também não.

Não têm? Também não.

Passou tudo de boca a boca.

Foi. Alguém vai ter que pegar esse caderno e registar.

Podemos nós começar a fazer isso para deixar para as gerações futuras.

Não podem é aproveitar esta oportunidade de contactar a Universidade de Coimbra e, quem sabe, emprestar este caderno por umas semanas para poder fazer parte de uma exposição que se chama precisamente "Cadernos de Receitas de Família".

Isso é giro. Portanto, quem tiver um caderno de receitas, pode emprestar.

Podem emprestar. Contacta o Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra, que está a fazer esse apelo às pessoas e a dizer que isto é uma questão de património cultural, os cadernos de todo o país. Se for selecionado, este caderno de receitas vai estar em exposição entre 21 de outubro e 20 de novembro, na Sala do Catálogo da Biblioteca Geral, mas despachem-se, só podem fazer isto até ao dia 5 de outubro. É procurar lá por causa do caderno de receitas da avó.

O problema é aquela receita secreta da família, que passa só de geração em geração e mais ninguém.

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