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Saturday, September 12, 2026

Produtor de Dark Horse nos EUA se recusou a fornecer informações para a PF

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O email integra o conjunto de documentos que a defesa da produtora apresentou para demonstrar a origem e o destino do dinheiro do filme, sobre os quais o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou o sigilo nesta sexta-feira.

A produção custou R$ 75,2 milhões, segundo laudo contratado pela própria defesa. Desse total, R$ 54,3 milhões foram gastos nos Estados Unidos (72%) e R$ 20,9 milhões no Brasil.

A defesa de Karina da Gama juntou doze volumes de notas fiscais, contratos e comprovantes, com mais de 21 mil páginas, à investigação. Todos os documentos se referem à produção brasileira.

Os R$ 54,3 milhões gastos nos Estados Unidos, segundo uma tabela apresentada pela Go Up, foram para:

  • desenvolvimento do projeto: R$ 2,2 milhões;
  • soft-production e pré-produção: R$ 15,1 milhões e R$ 14,9 milhões;
  • filmagem nos Estados Unidos: R$ 11,1 milhões;
  • pós-produção: R$ 11 milhões.

O laudo afirma ter tido acesso a extratos e detalhamentos americanos, mas não os anexa.

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Apenas um quinto do dinheiro gasto nos Estados Unidos foi para filmar. As fases anteriores à filmagem somam R$ 32,2 milhões, pouco mais do que a filmagem nos dois países somados, de R$ 32 milhões.

Orçamentos contraditórios

O contrato achado no celular de Vorcaro, de dezembro de 2024, previa cerca de R$ 134 milhões para "Dark Horse". O material de apresentação do filme fala em valor equivalente. Já a tabela do laudo diz que o orçamento aprovado era de R$ 89,8 milhões.

O material de apresentação compara o filme a produções como "A Dama de Ferro", "Selma" e "JFK", com orçamentos de US$ 14 milhões a US$ 50 milhões, e conclui que o valor não é incompatível com o mercado internacional.

O mesmo documento ressalva que essa conclusão trata só da razoabilidade do orçamento. Diz que a comprovação dos valores efetivamente gastos é análise distinta, que exige contratos, faturas, documentos fiscais e comprovantes.

Fundo Havengate

A PF rastreou, a partir de relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), remessas de US$ 12,3 milhões da Entre Investimentos e Participações para o Havengate ao longo de 2025, cerca de R$ 63 milhões.

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A Entre é de Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, suspeito de operar como um doleiro para o Banco Master e que agora fechou uma delação premiada.

O "Acordo de Financiamento de Produção Capitão do Povo", nome anterior do filme, encontrado no celular de Vorcaro, previa cerca de R$ 134 milhões em 14 parcelas.

Reportagem

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