Trump aprova fuzilamento de ex-major que matou 13 em base dos EUA


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a execução por pelotão de fuzilamento do ex-major Nidal Malik Hasan, condenado à morte pelo massacre que deixou 13 pessoas mortas em uma base militar no Texas, em 2009.
Sobre a execução da pena
A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (5) pelo porta-voz-chefe do Pentágono, Sean Parnell. Em uma publicação no X, ele afirmou que o secretário de Guerra, Pete Hegseth, recomendou a execução de Hasan por um pelotão de fuzilamento do Exército e que Trump aprovou a medida. Hegseth compartilhou o comunicado e escreveu apenas "Justice" (Justiça, em português).
A data e o local da execução ainda serão definidos. Segundo Parnell, essa decisão caberá ao secretário do Exército dos Estados Unidos.
Hasan foi condenado por 13 homicídios premeditados e 32 tentativas de homicídio premeditado. Segundo a CAAF (Corte de Apelações das Forças Armadas dos Estados Unidos), 31 pessoas foram baleadas e sobreviveram. A outra acusação se refere a uma policial civil contra quem Hasan disparou durante uma troca de tiros, mas que não foi atingida.
O atirador era psiquiatra do Exército e se preparou durante meses para o massacre. Segundo a CAAF, ele comprou uma pistola semiautomática, carregadores ampliados e cerca de 400 cartuchos, além de praticar tiro e técnicas de recarga rápida.
Hasan entrou armado em um centro de preparação de soldados em Fort Hood em 5 de novembro de 2009. Ele disparou contra militares que estavam no prédio e contra pessoas que tentavam fugir pelas saídas.
O ataque terminou depois que policiais encontraram Hasan do lado de fora do prédio. Ele foi baleado no peito durante a troca de tiros, ficou paralisado da cintura para baixo e passou a usar cadeira de rodas.
Hasan admitiu durante o julgamento que era o autor dos disparos. Ele decidiu representar a si mesmo, não apresentou testemunhas nem fez alegações finais. Em 2013, o júri militar o condenou à morte, determinou sua expulsão do Exército e retirou seu direito a pagamentos e benefícios militares.
Condenação mantida
A mais alta corte militar dos Estados Unidos manteve a condenação e a pena de morte em março de 2024. Segundo a CAAF, os argumentos apresentados por Hasan não justificavam a anulação do julgamento ou da sentença.
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou o último recurso de Hasan em março de 2025. Segundo o jornal americano San Antonio Express-News, a decisão abriu caminho para que a pena de morte fosse submetida à aprovação presidencial.
Hasan está preso na penitenciária militar de segurança máxima de Fort Leavenworth, no Kansas. A revista jurídica Army Lawyer, editada pelo Exército americano, informa que a unidade abriga os militares condenados à morte.
Esta poderá ser a primeira execução realizada pelas Forças Armadas americanas desde 1961. Segundo o Exército dos Estados Unidos, a última execução militar ocorreu por enforcamento.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.