Escola municipal desativada há pouco mais de 1 ano é alvo de invasões e depredação na Zona Leste de SP

Por décadas, o prédio funcionou como escola estadual. Em janeiro de 2025, passou a ser municipal e, seis meses depois, foi fechado. As seções eleitorais que funcionavam no local também foram transferidas.
Cerca de 100 crianças estudavam na escola e precisaram mudar para outras instituições, a pelo menos 1 km de distância.
O prédio público está com o portão aberto e sem segurança permanente. Dentro das salas, há vidros quebrados, buracos no teto, além da falta de fiação, lâmpadas e tomadas.
Em outras áreas, foram retiradas telhas, portas, pedaços de móveis e cubas. Um buraco foi aberto no muro próximo à entrada, por onde foram levados relógios de água e de luz.
Escola abandonada na Zona Leste de São Paulo vira alvo de invasões — Foto: Reprodução/TV Globo
Moradores registraram algumas das invasões. Em uma das imagens, uma pessoa aparece jogando objetos para a calçada, antes de pular o muro e deixar o local. Em outro vídeo, um homem leva da escola uma cadeira, lâmpadas e outros itens. Na semana passada, jovens foram vistos em cima do telhado.
“Não, a gente não vê nenhum tipo de solução pro problema, tá? Aqui tá aberto, todo mundo vê, tá? Então todo mundo sabe o que tá acontecendo, porque fica aberto dia e noite, todo mundo escuta barulho, a madrugada inteira a gente tem aí incômodo com barulhos que vêm acontecendo dentro da escola, e ninguém aparece pra resolver”, disse a contabilista Keite Soares, moradora da região.
Quadra reformada
Outro ponto que chama a atenção dos moradores é a quadra da escola. Segundo os vizinhos, o espaço foi reformado há pouco mais de 2 anos e agora está sem uso.
“Péssimo, porque é o dinheiro público, é o meu dinheiro, é o seu dinheiro que tá sendo empregado numa coisa que agora está aqui sendo destruída, degradada, tá? Com bombas durante a madrugada, com pessoas entrando, saindo e destruindo aquilo que é de todos”, afirmou Keite.
O prédio também é frequentado por pessoas em situação de rua. Um casal que estava no local contou que vive nas ruas e circulava pelo imóvel quando se assustou com a presença da reportagem.
Para o social media Geovanne Solamini, a escola não deveria ter sido fechada.
“Eu espero que a prefeitura dê primeiro uma resposta relacionada à escola. Porque, como eu falei, é uma escola que funcionava normalmente, não tinha necessidade de fechar a escola mesmo com a criação do CEU, que é aqui perto. Porque é uma escola que atende não só a quem mora aqui na região, mas outras pessoas do bairro, que já é uma escola, digamos, tradicional assim do... do bairro.”
O que diz a prefeitura
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação disse que transferiu os alunos para o CEU Rei Pelé e que o prédio será devolvido ao governo do Estado.
A pasta informou ainda que vai reforçar a segurança no local com patrulhamento da Guarda Civil Metropolitana e a presença de um vigia até a devolução do imóvel.
A Prefeitura, no entanto, não explicou por que a escola foi fechada apenas seis meses depois de ser municipalizada.
Também não respondeu sobre os furtos e a depredação do prédio, o investimento feito na reforma da quadra nem informou quando o imóvel será devolvido.
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