InquirerPadilla said he, allies may skip Sara Duterte impeachment trialPunchTrump brags about loyal supporters, says ‘You’d clap even if I said stupid things’ESPN🔴 Premier League live updates: All eyes on Anfield for Liverpool vs. Man CityThe Jerusalem Post'I didn't plan it': Israeli flydubai survivor goes viral for striking Trump's iconic poseESPN DeportesManchester City defiende el liderato de visita en LiverpoolDaily MaverickCRÉATION AFRICA: Meet the magazine that celebrates the unsung heroes behind the creativesInquirer EntertainmentErlinda Villalobos dies at 84RTP DesportoNuno Tavares abre triunfo da Lazio com golaço frente ao MonzaZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFAntara NewsIndonesia, Egypt to expand educational cooperationFrance 24Protesters seeking India election chief's ouster detained, as 'cockroach' leaders releasedMyJoyOnlineMinority caucus questions GH¢16.4m in Ablakwa’s SA evacuation spending, demands independent audit
The Daily Newsstand · Free, Always
Sunday, October 11, 2026

O poder silencioso do 1º indeferimento do BC no mercado de ativos digitais

Translate

Quando o regime de autorização começou a ser desenhado, o problema não estava apenas no prazo de 30 de outubro, mas no que poderia acontecer enquanto o mercado esperava: empresas com perfis muito diferentes poderiam permanecer formalmente indistinguíveis enquanto o Banco Central analisava seus pedidos, em um processo que pode chegar a 1.080 dias.

Essa hipótese, porém, começou a perder força nas últimas semanas. Mesmo com o prazo de 1.080 dias mantido, no dia 28 de setembro, o Banco Central publicou no Diário Oficial o primeiro indeferimento, enquanto sete outras empresas permaneciam em processo de autorização, segundo as informações públicas mais recentes. Mas o que isso significa para o mercado?

O dado que nos interessa não é apenas o primeiro indeferimento, mas a sinalização de que casos com problemas evidentes poderão ser tratados mais rapidamente. Durante webinar promovido pela ABCripto, André Ricardo Moncaio Zanon, chefe de subunidade do Banco Central, foi direto: “Se tem uma instituição que claramente o controlador não tem reputação, claramente ela não iniciou as atividades antes de 2 de fevereiro, a gente pode [...] resolver logo, para tirar logo do mercado.” A fala esclarece a lógica da autarquia: o Banco Central não pretende esperar o fim do prazo para indeferir as empresas que não reúnem condições para avançar.

Com isso, o período de transição deixa de ser uma espera indistinta, e o protocolo continua sendo a porta de entrada para o regime de autorização, mas já não precisa ser lido como uma fotografia congelada, na qual todos aguardam juntos a decisão final. Essa sinalização cria uma primeira seleção, capaz de separar rapidamente os casos inviáveis daqueles que devem continuar sob análise.

Consistência do pedido será analisada pelo BC

É essa agilidade, aliada à consistência de eventuais indeferimentos com base nos critérios objetivos definidos na norma, que reforça a confiança no processo. Para os participantes institucionais, a questão não era esperar a autorização final para fazer negócios, mas avaliar a solidez de uma empresa “em processo de autorização” e o risco percebido de estabelecer uma relação comercial com ela caso esse status permaneça imutável durante os 1.080 dias, sem que os requisitos para a licença sejam atendidos.

O primeiro indeferimento já mostra que a fila não oferece proteção indistinta: permanecer em análise não garante, por si só, a continuidade do processo. Esse movimento também muda o comportamento das próprias empresas. Protocolar deixa de ser um ponto de chegada e passa a ser o início de uma etapa em que a consistência do pedido será observada desde o primeiro momento e empresas com capital e governança compatíveis com a autorização ganham um ambiente mais confiável para avançar.

O verdadeiro teste do marco regulatório, portanto, não será o número de pedidos protocolados até 30 de outubro, mas a velocidade com que o Banco Central conseguirá separar os casos que devem seguir com o status provisório de “em processo de autorização" daqueles que não deveriam continuar na fila. 

*Charles Aboulafia é CEO do Grupo Cainvest

Siga o Future of Money nas redes sociais: Instagram | X | YouTube  | Tik Tok

View the original on Exame →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.