Lula, o ícone da esquerda que desafiou o tempo e a extrema direita
Para além de sua biografia, Lula também é acompanhado pelo balanço de seus dois primeiros mandatos. Como se reconhecesse isso, o pai de cinco filhos declarou recentemente que não quer "ser mais o presidente só do Bolsa Família".
Esse programa de assistência social voltado para as famílias mais pobres continua sendo seu legado mais significativo, mas já tem mais de 20 anos.
Em 2022, Lula derrotou, por uma margem estreita, o então presidente Jair Bolsonaro que, posteriormente, foi condenado à prisão por tentar um golpe de Estado contra seu sucessor.
Lula é reconhecido por ter retomado as políticas sociais que haviam sido enfraquecidas por Bolsonaro e por ter contido a destruição da Amazônia.
Seu terceiro mandato, no entanto, tem ares de "remake", com poucas ideias novas.
Carrega, ainda, como um fardo, uma condenação por corrupção que o levou a passar 580 dias na prisão entre 2018 e 2019. Ela foi anulada devido a falhas processuais e à parcialidade do então juiz Sérgio Moro, mas a direita continua entoando o grito "Lula ladrão".
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