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Thursday, October 15, 2026

Resgatados de trabalho escravo no PR comiam mistura de farinha, água e sal

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Resgatados de trabalho escravo no PR comiam mistura de farinha, água e sal

Autor Foto: SIT/MTE

Os 12 trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão em Paranacity, no Noroeste do Paraná, se alimentavam de uma mistura de farinha, água e sal. Sem salários, o grupo tinha acesso a poucos alimentos ou nenhum. No dia do resgate, em 30 de setembro, um deles relatou à Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT) que não havia comido nada. Em depoimento, também explicou que ficou aproximadamente 20 dias sem água no alojamento.

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O grupo era formado por dez adultos e dois adolescentes, de 15 e 16 anos. Sete deles são de nacionalidade paraguaia. Os trabalhadores foram atraídos por um anúncio em rede social que oferecia trabalho para colher mandioca, com pagamento semanal. Após demonstrarem interesse, passaram a ser comandados por um intermediário que se apresentava como "Gato". Desde o fim de agosto, colheram mandioca em diferentes propriedades da região. Receberam apenas o primeiro pagamento e, depois, permaneceram sem salário.

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No alojamento, dormiam em colchões no chão, doados por vizinhos. O imóvel não tinha condições básicas de higiene e não foram encontrados alimentos disponíveis. Em determinado período, dividiram a mistura de farinha, água e sal e um pacote de bolachas.

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Resgatados de trabalho escravo no PR comiam mistura de farinha, água e sal

Foto: SIT/MTE

A AFT afirmou que as condições constatadas ultrapassavam irregularidades trabalhistas isoladas e configuravam submissão a condições degradantes de trabalho, uma das modalidades de trabalho análogo à escravidão previstas na legislação brasileira. "Em conjunto, as condições constatadas ultrapassavam irregularidades trabalhistas isoladas e, segundo a Inspeção do Trabalho, configuravam submissão dos trabalhadores a condições degradantes de trabalho, uma das modalidades de trabalho em condição análoga à de escravo previstas na legislação brasileira", diz o comunicado.

Nesta quarta-feira (14), o g1 confirmou que os trabalhadores retornaram em segurança às cidades e ao país de origem. Os nomes dos dois empregadores não foram divulgados oficialmente. Por haver dois adolescentes entre os resgatados, há possibilidade de aumento de metade da pena, conforme a AFT. O caso permanece em investigação.

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