Fuga de Flávio aos EUA é condenada por 6 em cada 10 brasileiros, diz Quaest

Entre os entrevistados de direita não bolsonaristas, 51% acredita que ele tentou se proteger da justiça. Já entre os bolsonaristas, 93% acredita que ele quis se proteger de uma perseguição política.
Existem pelo menos três inquéritos contra o senador que continuam tramitando no STF (Supremo Tribunal Federal) mesmo após dele para os Estados Unidos. Flávio fugiu depois que o ministro do STF Alexandre de Moraes ordenou a entrega dos seus passaportes, logo após o segundo turno, no âmbito de uma dessas investigações, por suposta lavagem de dinheiro em um esquema envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Além desse caso ligado a bets, ele é investigado pelo caso do filme "Dark Horse".
No inquérito relacionado ao banco de Daniel Vorcaro, apura-se o destino dos R$ 134 milhões pedidos por Flávio ao banqueiro para a cinebiografia de Bolsonaro. Já o processo contra o advogado amigo do senador tem como foco a suposta lavagem de dinheiro por meio de empresas de Tomaz.
Reconhecimento do resultados nas urnas
A Quaest questionou se os entrevistados aprovam ou reprovam o comportamento de Jair Bolsonaro em 2022 e de Flávio, em novembro, questionando o resultado das urnas. No caso de Jair, 34% aprovaram o questionamento do ex-presidente às urnas e 61% desaprovaram. No caso do filho do ex-presidente, 34% aprovaram e 59% desaprovaram a conduta.
O instituto também perguntou se para os entrevistados as eleições foram fraudadas ou limpas e justas tanto em 2022 quanto em 2026. Em 2022, 64% consideraram a disputa limpa e justa e 29%, fraudadas. Neste anos, a percepção é semelhante com 61% considerando as eleições limpas e justas e 30% fraudadas. O maior percentual de entrevistados que consideram o pleito fraudado está entre os bolsonaristas com 93% dos entrevistados considerando que houve fraude.
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