Smart Fit foca na estratégia de diversificação, afirma CEO
A Smart Fit registrou lucro líquido recorrente de R$ 248 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida da companhia alcançou R$ 2,3 bilhões no intervalo, refletindo o crescimento das operações.
Em entrevista ao CNN Money, o CEO da companhia, Diogo Corona, destacou que a empresa bateu recorde de inaugurações nos últimos 12 meses. "Foram 392 aberturas nos últimos 12 meses, então a gente continua com um ritmo forte de aberturas", afirmou.
Segundo o executivo, o guidance divulgado ao mercado previa entre 300 e 360 inaugurações no ano, e a companhia está no caminho para atingir essa meta.
Corona ressaltou que a Smart Fit já está presente em 17 países e que dois terços do lucro bruto da companhia vêm de operações fora do Brasil. Para o executivo, a diversificação geográfica tem se mostrado uma estratégia acertada, ao reduzir a exposição da empresa a riscos relacionados a moedas, juros e instabilidades econômicas locais.
"A gente continua focando nessa estratégia de diversificação, que para a gente está se tornando uma decisão muito correta", declarou. Com isso, a companhia busca diminuir a dependência do desempenho do mercado brasileiro e distribuir suas operações entre diferentes economias.
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Outro destaque do balanço foi a categoria "Outros", que registrou crescimento de 116% e passou a representar 17% do lucro bruto da companhia, ante 10% anteriormente. A linha reúne negócios que vão além do modelo tradicional de academias, como o TotalPass, plataforma agregadora presente no Brasil e no México, e a Beyond Studios, vertical de estúdios que conta com 336 unidades e sete marcas, entre elas a Velocity.
"Tudo que não é do modelo de academias tradicional está nessa linha de outros", explicou Corona.
O executivo também afirmou que o TotalPass superou a Smart Fit em número de alunos no Brasil no último trimestre. A plataforma contabiliza cerca de 2,3 milhões de alunos no país e 2,5 milhões globalmente.
Segundo Corona, o potencial de expansão está relacionado à fragmentação do mercado brasileiro, que reúne aproximadamente 60 mil academias.
Questionado sobre o perfil dos frequentadores, Corona afirmou que a demanda cresceu em diferentes faixas etárias e de renda. "Teve um aumento independente da idade, independente da renda", disse. Segundo ele, consumidores com menor poder aquisitivo passaram a buscar academias de entrada, enquanto outros migraram para opções mais caras.
O CEO também mencionou o aumento da procura por diferentes modalidades de atividade física, como musculação, corrida de rua, pilates e yoga.
Sobre a estrutura financeira da companhia, Corona informou que a alavancagem está em torno de 1,8 vez a relação entre dívida líquida e EBITDA, considerando as operações em diferentes países e ambientes de juros. A expectativa é que, no próximo ano, a geração de caixa se equilibre com os investimentos destinados à expansão.
"A companhia tem um crescimento e um nível de alavancagem que a gente acha que é um nível saudável", concluiu.
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