PF prende Márcio Canella, do União Brasil, o segundo deputado estadual mais votado do RJ

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Ele é suspeito de lavar dinheiro do crime em postos de combustíveis. A Polícia Federal afirma que o esquema movimentou R$ 7,6 bilhões em seis anos.

A PF prendeu hoje o segundo deputado estadual mais votado do Rio e um ex-secretário de Polícia Civil
Na adega, em vez de garrafas de vinho, maços de dinheiro escondidos. Casas de alto padrão, um carro importado que pode custar mais de R$ 2 milhões. Patrimônio de servidores públicos do estado: policiais civis, alvos da oitava fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, determinada pelo STF - Supremo Tribunal Federal.
Além de quatro policiais, os agentes prenderam nesta quinta-feira (15) Márcio Canella, do União Brasil. Ex-prefeito de Belford Roxo, ele foi o segundo deputado estadual mais votado nesta eleição. E o delegado Marcus Amim, ex-presidente do Detran e ex-secretário estadual de Polícia Civil no governo de Cláudio Castro, do PL.
PF prende Márcio Canella, do União Brasil, o segundo deputado estadual mais votado do RJ — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Segundo a investigação, os dois são suspeitos de comandar uma organização criminosa armada, que usaria uma rede de postos de combustíveis no Rio para lavagem de dinheiro. Na decisão assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, Márcio Canella é apontado como patrono político e articulador de alto escalão da organização criminosa, exercendo papel de ligação entre os integrantes do núcleo econômico, agentes públicos e estruturas políticas. E, de acordo com a PF, ele mantinha relações com milícias e o Comando Vermelho.
A Justiça determinou a suspensão das atividades de 112 empresas suspeitas. Dessas, 96 são postos de gasolina. A Polícia Federal afirma que o esquema movimentou R$ 7,6 bilhões em seis anos. O grupo é investigado por associação criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e venda ilegal de combustíveis, entre outros crimes.
Márcio Canella declarou que confia na Justiça e que o caso será esclarecido.
A defesa de Marcus Amim disse que vai prestar informações depois que tiver acesso à decisão judicial.
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