Movimento admite voltar a acampar em frente ao Parlamento

Uma das decisões tomadas foi a de dirigir um apelo às centrais sindicais CGTP e UGT para avançarem com uma greve geral, unindo-se aos sindicatos espanhóis numa greve ibérica.
Também foi incluída nas reivindicações do movimento a exigência de que a Câmara de Lisboa suspenda a venda em hasta pública de dez terrenos municipais. São quase 30 mil hectares que dariam para construir 500 casas, argumenta o defensor da proposta que compara o encaixe previsto de 59 milhões de euros com a dimensão dos apoios que a Câmara de Lisboa deu nos últimos anos à realização da Web Summit. “Não precisamos de mais casas de luxo, queremos casas acessíveis”.
Ao longo da assembleia, foram colocados vários temas sobre como deve evoluir a organização do movimento porque, constata uma das organizadoras, não basta aparecer e votar. Para construir o movimento é preciso distribuir tarefas. “Precisamos de pessoas para trabalhar” e já estão a ser formados vários grupos temáticos — da tecnologia à logística, passando pela comunicação e pela segurança. É igualmente necessário tomar decisões sobre o funcionamento das assembleias, das votações e se continuam a acontecer num espaço aberto a todos, incluindo à comunicação social.
A assembleia popular desta terça-feira foi antecedida de vários testemunhos e os ativistas do Climáximo apelaram à mobilização dos estudantes para uma greve climática a nível europeu no dia 20 de novembro, seguida de uma concentração no dia seguinte contra a militarização da Europa. Houve ainda lugar aos mais diversos testemunhos. Desde o preso político e militante do PCP que foi detido em 1971 até à médica que nasceu em Chelas e que até tem casa comprada e não tem cabelo azul, mas não sabe o que lhe aconteceria se se separasse e tivesse de encontrar outro sítio onde morar.
A concentração frente à Assembleia da República está marcada para as 18h30, hora a que ainda decorrerá o debate sobre o Orçamento do Estado para 2027. Pouco depois, os manifestantes decidem os passos seguintes — três dias depois da última noite de confrontos entre polícia e participantes da acampada pelo direito à habitação.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]
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