Candidato ao governo de SE, Ricardo Marques diz que pretende reduzir filas de hospitais e criar teto para arrecadação tributária

Ricardo Marques (PL), candidato ao governo de Sergipe, afirmou nesta segunda-feira (14), em entrevista ao SE2, da TV Sergipe, que pretende reduzir filas de hospitais e criar teto para arrecadação tributária, entre outros temas.
O SE2 iniciou nesta segunda-feira (14) uma série de entrevistas ao vivo com os candidatos ao governo. Cada candidato tem 10 minutos para apresentar propostas e responder a perguntas sobre os principais temas do estado. As entrevistas são conduzidas pelo jornalista Lyderwan Santos.
Confira a ordem das próximas entrevistas:
- 15/09: Valmir de Francisquinho (Republicanos);
- 16/09: Fábio (PSD);
- 17/09: Dr. Helton (PSOL);
- 18/09: Emanuel Cacho (PSDB);
- 19/09: Taty Cristina de Jesus (Democracia Cristã).
Candidato ao governo de SE Ricardo Marques (PL) concede entrevista ao jornalista Lyderwan Santos, no SE2. — Foto: Mira Marques/g1
Candidatura e divergência interna
Questionado como demonstrar ao eleitor que a credibilidade da sua candidatura, considerando que o presidente do partido disse que ele não é prioridade, Ricardo afirmou que está tranquilo e comentou:
“O povo de Sergipe confia em mim, independentemente do que a presidência do partido, do que o partido tenha falado, o que importa é o desejo latente que Ricardo Marques tem de melhorar o nosso estado, que trabalhar pelo nosso estado. E existem muitas coisas que a gente precisa fazer na saúde, na educação, no respeito aos professores, na oportunidade de emprego para os nossos jovens. É isso que importa".
Distribuição dos recursos
Durante a entrevista, ele também foi questionado sobre uma polêmica envolvendo a distribuição dos recursos do partido.
“Não entrei na política atrás de fundo eleitoral. Eu entrei na política para mudar a realidade do nosso povo [...] O fundo eleitoral é importante, é importante, mas isso não é um empecilho pra quem quer trabalhar por Sergipe”, disse.
Ele citou ainda que o estado possui problemas que merecem atenção da gestão, como a falta de água nos bairros de Aracaju e cidades como Nossa Senhora do Socorro e Barra dos Coqueiros, além de problemas relacionados à saúde, como a fila para cirurgias e consultas com especialistas.
Aliados políticos
Outro tema abordado durante a entrevista foi sobre se ele teria dificuldade em lidar com aliados políticos, já que rompeu com a prefeita da capital Emília Correia, de quem era vice, e a divergência com a própria presidência do partido do candidato.
“Divergências políticas sempre vão ocorrer, seja aqui em Sergipe, seja no Brasil. Uma coisa é certa: Ricardo Marques não é um candidato de fazer acordos. Eu entrei na política para trabalhar [...] Não foi pra trabalhar para interesses para o grupo A ou para interesse para o grupo B, foi o interesse de dona Maria, de seu João, de dona Joana, das pessoas que mais precisam".
Plano de governo
Ricardo Marques também foi questionado sobre propostas de seu plano de governo, que cita a criação de um projeto que prevê que, se não tem água, não tem conta.
“Se você não tem uma prestação de serviço digna na sua casa, você não pode pagar por aquilo [...] Eu já fui no Ministério Público várias vezes, existem decisões da Justiça para alguns bairros de Aracaju, inclusive onde foi colocado lá que aqueles bairros só deveriam pagar a conta de água quando efetivamente tivesse o serviço de qualidade”, declarou.
Ele afirmou ainda que, caso seja eleito, pretende fazer uma revisão do contrato que foi feito entre o governo do Estado atual e a concessionária de água.
Saúde e Tele-UTI
O candidato também foi questionado sobre o projeto que fala sobre teleatendimento, também em Tele-UTI e laudos à distância.
“Veja, hoje em dia, com a tecnologia, isso já tem sido feito em vários países, inclusive aqui no Brasil. A tecnologia chegou para ajudar a população efetivamente, cada um de nós. Inclusive na parte da saúde várias cirurgias já estão sendo feitas e realizadas — cirurgias de coração, cirurgias bem delicadas — através da tecnologia, através da distância.”
Ainda no tema da saúde, Ricardo foi questionado se investimentos na tecnologia poderiam possibilitar uma oferta maior de atendimento à população, a exemplo de leitos em hospitais.
“Há mais ou menos 10, 15 anos [...] Sergipe tinha déficit de leitos de UTI. Nós estamos em 2026 e ainda temos déficit de UTI. Eu acredito que, com a ajuda da tecnologia e claro também com a ajuda de profissionais [...] poderemos avançar ainda mais e reduzir leitos, reduzir filas de muita gente que está esperando, às vezes esquecida em um corredor de hospital”, falou o candidato.
Candidato ao governo de SE, Ricardo Marques (PL), concede entrevista ao SE2 — Foto: Mira Marques/g1 SE
Teto para arrecadação tributária
Sobre a criação de um teto de arrecadação tributária e a devolução do excesso de arrecadação por meio da redução de taxas de impostos, Ricardo foi perguntado sobre como seria o cálculo desse teto.
“Nós iremos formar uma equipe técnica para fazer isso. Veja, a gente não vai renunciar à receita de jeito nenhum. Nós queremos um governo que não gaste mais, mas que gaste melhor e que esse investimento, esse gasto, chegue efetivamente na casa da população sergipana [...] Gastar melhor aquilo que o estado arrecada”, declarou.
Organização de secretarias
Além disso, o candidato foi questionado sobre a proposta de redução do número de secretarias no governo e, caso seja eleito, quais poderiam ser extintas.
“Não é bem redução de secretarias, a gente acredita que a gente pode juntar algumas secretarias. Unir algumas secretarias. Isso é possível até porque, se você quer ter uma redução de gastos, você tem que criar prioridades”, afirmou.
Considerações finais
Nas considerações finais, Ricardo reforçou a necessidade de mais oportunidades de emprego, de melhorias na saúde, do respeito aos professores, de cuidados com a água e de proteção ao consumidor.
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