4h. Eleições. Netanyahu na frente com 30% dos votos apurados
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Horas. As notícias com Ricardo Lopes.
Muito boa noite. Começamos a falar das eleições israelitas. Com mais de 30% dos votos apurados, Benjamin Netanyahu segue na frente, mas ainda sem maioria. Os resultados continuam a cair a conta-gotas. O cenário mantém-se igual ao que tem estado desde o início da contagem: vantagem para o bloco de Benjamin Netanyahu. No entanto, ainda não o suficiente para atingir a maioria de 61 deputados necessária para controlar o Knesset, o Parlamento israelita. Neste momento, o bloco de Netanyahu tem 46,7% dos votos, o que equivale a 59 mandatos, e o bloco de Gadi Eisenkot tem 36%, neste momento, 46 mandatos. Há ainda vários cenários em cima da mesa, diversas hipóteses de coligação que permitam um dos partidos chegar a essa maioria de 61 deputados no Parlamento israelita. Sónia Sénica, especialista em Relações Internacionais, explica que estas negociações entre partidos são habituais na política israelita.
É um exercício difícil, mas é um exercício que já estão habituados em Israel. No fundo, não causa surpresa. É normal, talvez por isso essa necessidade permanente de tentar angariar o maior número de eleitorado possível, por um lado, mas também prever que tipo de negociações é que podem ser realizadas à posteriori. E isso também influencia o eleitorado que vota em cada um dos blocos. E talvez isso tenha também levado aqui a este difícil, quase um empate técnico, segundo alguns analistas, a percepção de vitória, porque, em bom rigor, há posicionamentos muito claros no que concerne às coligações.
Comentário de Sónia Sénica, especialista em Relações Internacionais, que esteve na emissão especial da Rádio Observador, onde acompanhamos as primeiras projeções. Como disse, neste momento, cerca de 30% dos votos estão apurados. Apesar dos resultados prematuros, Eisenkot diz que o partido fez história. A acompanhar este discurso na sede de campanha de Eisenkot, esteve o enviado especial do Observador a Israel, João Porfírio.
Foi aqui, num pavilhão desportivo na periferia de Tel Aviv, que Gadi Eisenkot reagiu aos primeiros dados eleitorais com um discurso muito duro dirigido a Benjamin Netanyahu, embora a contagem dos votos ainda esteja a decorrer e nada esteja totalmente fechado. Eisenkot antecipou-se e reclamou, cito: "Uma vitória histórica da oposição", garantindo que a atual coligação perdeu totalmente a confiança dos israelitas. Eisenkot foi perentório. Diz que Netanyahu é agora apenas, e cito novamente, "um primeiro-ministro de gestão" e exortou a aceitar, cito novamente, "o voto de nojo do eleitorado e a retirar-se finalmente da vida política". O discurso dividiu-se em três notas centrais. Primeiro, a rejeição de novas eleições, defendendo a rápida formação de um governo sionista estável. Segundo, um aviso direto às forças de segurança e à função pública, pedindo-lhes que resistam a pressões políticas e deixando recado a Netanyahu, e cito uma frase fortíssima: "Não te atrevas a usar a segurança de Israel para necessidades políticas". Por fim, terceiro, as prioridades programáticas: a unidade nacional, o desmantelamento do Hamas e a aprovação de uma lei de serviço militar universal.
O editor de fotografia do Observador, João Porfírio, que está em Israel a acompanhar as eleições, aqui com o resumo das palavras de Eisenkot, que acredita que o povo israelita saiu à rua para escolher a mudança. Netanyahu também já reagiu a estes que são os primeiros resultados, reivindica a vitória e acusa o adversário de querer fazer coligação com partidos árabes que apoiam o Hamas. Mantém-se, por enquanto, o impasse nas eleições israelitas. Pode acompanhar, a par e passo, todas as atualizações de resultados ao longo da noite no liveblog do Observador. Em Portugal, não houve acampada em frente à Assembleia da República. A organização do protesto admitiu que não estavam reunidas as condições para pernoitar junto ao Parlamento. Ao Observador, a porta-voz do protesto, Priscila Valadão, confirma, no entanto, que está agendada para hoje uma nova assembleia popular. Os manifestantes vão regressar à Praça do Rossio. O encontro está marcado para às 19h. Ao final desta terça-feira e perante um mar de gente em protesto, o líder parlamentar do PS criticou as cargas policiais. Eurico Brilhante Dias sublinha que não se carrega em manifestantes pacíficos.
Nós dizemos é: aos manifestantes, o seu direito à manifestação é um direito constitucional, deve ser respeitado e deve ser pacífico. Às forças policiais, garantam a ordem, mas a ordem não se garante carregando em cima de manifestantes pacíficos.
As palavras de Eurico Brilhante Dias, ele que foi um dos deputados socialistas que se deslocaram até aos manifestantes em protesto. O Partido Socialista pede novamente ao governo que recue na Lei das Rendas. Já de outra voz do PS surge uma ressalva, em resposta ao pedido de diálogo por parte do presidente da República. José Luís Carneiro garante que os socialistas estão disponíveis para conversas, mas recusa compactuar com esta Lei das Rendas.
O governo devia ter essa capacidade de diálogo com os partidos da oposição. E entendo que o senhor presidente da República tem razão quando diz que é necessário haver um diálogo construtivo. Agora, nós não podemos é concordar com o governo quando o governo avança com uma Lei das Rendas que cria dificuldades aos jovens, às famílias e aos idosos, que vão criar instabilidade e insegurança na vida das pessoas. Por outro lado, também não posso estar de acordo com o governo quando o governo estabeleceu uma Lei das Rendas de €2.300
Palavras do secretário-geral do PS esta noite em Setúbal. Diz que concorda com António José Seguro quanto ao diálogo entre partidos, mas rejeita viabilizar a lei das rendas do Governo. Falávamos do protesto pela habitação que aconteceu em dia de discussão na generalidade do Orçamento do Estado para o próximo ano, na intervenção de abertura e depois de mais de uma semana em silêncio, o primeiro-ministro defendeu a atuação da polícia numa discussão que relegou o debate sobre o Orçamento do Estado para segundo plano. Miguel Vítor Dias.
11 dias depois do silêncio.
A Polícia de Segurança Pública tem sido especialmente cuidadosa e competente na reposição da normalidade sempre que se verificam excessos.
Luís Montenegro defendeu a atuação da polícia, apesar de não gostar do que viu.
Não são imagens que nós gostemos de ver. Claro que não, senhora deputada, eu também não gosto de ver. Daquilo que eu observei, as forças de segurança só intervieram mesmo em última rasteira.
O primeiro-ministro a responder ao Livre perante um José Luís Carneiro, do PS, a acusar o governo de ter dado orientações para a carga policial.
O uso da força é uma última e uma derradeira opção. As forças policiais cumprem orientações do poder político.
Senhor Montenegro rejeitou a acusação e contrapôs com o passado de Carneiro no Ministério da Administração Interna. Já André Ventura quis saber por onde tem andado o chefe do governo.
Onde é que andou quando o país se debatia com manifestações em todas ou muitas das suas cidades, em que polícias eram agredidos e o país não sabia do seu primeiro-ministro?
Onde é que o primeiro-ministro andou? Andou a trabalhar. Todos os dias o primeiro-ministro esteve por dentro de tudo.
A resposta do primeiro-ministro, as críticas à intervenção policial foram consensuais à esquerda, mas Paulo Raimundo lembrou também outras polémicas.
Insistiu, inclusive, naquela teoria dos egoístas. Eu só espero que também não alimente aquela ideia de que os jovens têm feito poucos sacrifícios.
Mas Luís Montenegro, que acusou os partidos que compuseram a geringonça de terem faltado à chamada nos últimos 10 anos, insistiu.
Espero que esses partidos não caiam na tentação, por razões meramente egoísticas, importar para Portugal climas de instabilidade e contestação que não encontram respaldo na sociedade.
O primeiro-ministro a responder à oposição sobre as polémicas dos últimos dias, num debate em que o Orçamento do Estado ficou mesmo para segundo plano.
Miguel Vítor Dias, aqui com os destaques do debate do Orçamento do Estado para 2027. A votação, na generalidade, acontece hoje à tarde. Terminamos a falar de desporto. O Sporting está na final four da Taça da Liga, venceu esta noite o Marítimo por 2 x 1. O médio Pedro Lima esteve em destaque, bisou naquela que foi a estreia a titular pelo clube de Alvalade. Já perto do fim, o Marítimo reduziu, mas o resultado não sofreu mais alterações. 2 x 1 para o Sporting, que segue então para a final four da Taça da Liga. Depois do jogo, Rui Borges diz que a equipa podia ter evitado aquele sofrimento final.
Sabíamos também que era uma equipa que iria tentar contra-ataque, ataque rápido, que é isso que as equipas têm tentado aproveitar. Fomos conseguindo anular e acabam por fazer um gol até numa perda de bola nossa, numa etapa de construção. Por isso, é uma perda que não pode existir, mas faz parte o erro do jogo e acabamos por acabar aqueles últimos dois minutos com um bocadinho de sentimento de incerteza, escusadamente.
A análise de Rui Borges à vitória frente ao Marítimo. Já Mitchel van der Gaag, técnico dos madeirenses, diz que a equipa pecou pela falta de concentração em alguns momentos do jogo.
Os detalhes fazem diferença, porque nós não tivemos muitas oportunidades, mas tivemos oportunidades para chegar mesmo na baliza adversária e falhava o último passe. E agora, infelizmente, sofremos, como já disse. Acho que na segunda parte tivemos uma fase muito forte. Depois de 2 x 0, não foi fácil para a equipa.
A análise de Mitchel van der Gaag, técnico dos madeirenses, depois da derrota por 2 x 1 em Alvalade, o Sporting segue assim em frente para a final four da Taça da Liga. Ponto final neste jornal das 16h. A informação regressa à antena da Rádio Observador em formato de síntese quando forem 17h. Até lá, fique com a repetição do Contracorrente.
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