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Wednesday, October 14, 2026

Imagens mostram PM ao lado de traficante do CV, dançando funk com armas e gritando nome de facção

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Yuri era lotado no batalhão de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Ele foi preso em outubro de 2023, quando transportava mais de 100 quilos de cocaína com Marcos Leandro de Oliveira Serra, conhecido como Kiko, na Avenida Brasil. O flagrante deu origem à investigação sobre uma rede de abastecimento de drogas e armas para a facção.

O policial foi morto a tiros em julho deste ano, quando chegava ao condomínio onde morava, no Pechincha, em Jacarepaguá. O assassinato é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital, e uma das suspeitas é de que ele tenha sido executado pelo próprio CV.

Foto ao lado de Paulista

Yuri em foto ao lado de Paulista — Foto: Reprodução

A investigação obteve uma fotografia de Yuri ao lado de Manoel Cinquine Pereira, conhecido como Paulista, foi identificada no dispositivo do policial. Para os investigadores, a imagem é mais um elemento de proximidade e convivência entre o sargento e o homem apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho no Complexo da Penha.

Segundo a DRE, Paulista tem participação na aquisição de drogas e armamentos para a facção. Ele também está entre os alvos da operação desta terça-feira.

A investigação não se limita à fotografia. Nas conversas analisadas, a polícia identificou mensagens em que Yuri oferecia armas e carregadores a Paulista. Em um dos diálogos, o sargento menciona um “bico” e “vários carregadores” — expressão que os investigadores interpretam, naquele contexto, como uma oferta de armamento e acessórios.

Na sequência, segundo os investigadores, Yuri envia fotografias de armas de fogo e carregadores e pergunta se Paulista tem interesse no material. A DRE aponta a troca como indício de que o policial atuava na intermediação de armas para a liderança do tráfico.

Conversas com Kiko também são citadas pelos investigadores para sustentar a existência de uma relação de subordinação. Entre os trechos reproduzidos no documento estão “O chefe quer falar com nós” e “Chefe quer falar com você”. Na avaliação da polícia, Kiko fazia a interlocução entre Yuri e o comando da facção.

Fuzil no colo no Complexo da Penha

Yuri fardado e dançando com armas — Foto: Reprodução

Em outra fotografia descrita no inquérito, Yuri aparece com um fuzil no colo. Segundo os investigadores, os dados de localização associados ao arquivo indicam que o registro foi feito dentro do Complexo da Penha, área de atuação de Paulista.

A investigação indica que a arma parece ser um modelo da família Kalashnikov AK, com carregador curvo. A identificação do modelo é apresentada como uma hipótese, enquanto a localização da fotografia é atribuída à análise dos metadados — informações armazenadas junto ao arquivo digital.

Os investigadores também descrevem um vídeo em que Yuri aparece no chão, segurando uma pistola, e grita uma referência ao Comando Vermelho: "É o CV, c*". Para a polícia, o registro integra o conjunto de indícios de alinhamento do militar à facção, assim como um vídeo onde ele aparece com pistolas dançando funk.

Imagem que, segundo investigação, mostra o policial Yuri com um fuzil no colo — Foto: Reprodução

Alertas sobre operações policiais

Outra frente da investigação aponta que Yuri repassava informações sobre a movimentação de policiais a Luciano Santos de Oliveira, conhecido como Hot Wheels e identificado pela DRE como uma liderança do tráfico em comunidades de São João de Meriti.

Segundo o relatório, as mensagens incluíam informações sobre patrulhamento, circulação de viaturas e saída de blindados do batalhão onde Yuri trabalhava. Em algumas ocasiões, os investigadores afirmam que o sargento atualizava o traficante em tempo real.

Em um dos episódios descritos, Hot Wheels cobra o policial por não ter avisado previamente sobre uma operação. Yuri responde em áudio que está chegando ao batalhão e que verificaria a movimentação, de acordo com a análise da DRE.

A operação

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A ação desta terça-feira foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes, com participação do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio, e da Corregedoria da Polícia Militar. Os agentes investigam a participação de policiais no repasse de informações privilegiadas e em negociações clandestinas de armas e munições destinadas ao CV.

Dois homens foram presos durante a operação. Um deles é conhecido como Leonardo Aguiar, vulgo "da Nike", que, segundo a polícia, atuaria como braço armado do Comando Vermelho. Ele foi preso em Maricá. Um outro mandado de prisão foi cumprido contra um homem conhecido como Serrão, mas ele já estava preso.

Durante a ação, um homem foi preso em flagrante com munição, rádios de comunicação e também com uma moto roubada. Ele foi preso em uma comunidade em Del Castilho.

Entre os alvos da operação era o cabo da PM Erick da Silva Lobato, que trabalha no Batalhão de São João de Meriti. Segundo a polícia, ele tem ligação com os chefes do Comando Vermelho, negociando armas e drogas para os traficantes.

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