Ex-gerente de banco é presa por desviar mais de R$ 2 mi e usar no 'jogo do tigrinho'
Uma ex-gerente de uma agência do Santander foi presa na segunda-feira (28), em Miguelópolis, no interior de São Paulo, suspeita de desviar mais de R$ 2 milhões de contas de clientes entre 2024 e 2026. O companheiro dela também foi preso preventivamente por suspeita de participação no esquema.
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Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após clientes registrarem boletins de ocorrência sobre movimentações não reconhecidas nas contas. A suspeita teria utilizado a confiança dos correntistas para realizar saques e movimentações financeiras sem autorização.
Ainda conforme a investigação, o companheiro teria acesso à agência e retiraria o dinheiro entregue pela gerente. Ele teria sido visto em diferentes ocasiões saindo do local com sacolas contendo dinheiro.
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Os valores desviados teriam sido transferidos para outras contas e destinados a casas de jogos e apostas. A decisão judicial que determinou a prisão da ex-gerente aponta que ela foi demitida, mas as investigações indicam que as movimentações continuaram.
A defesa da ex-gerente afirma que ela é dependente de jogos de azar e teria destinado parte dos valores a apostas no chamado "jogo do tigrinho". O advogado também afirmou que ela possui laudos relacionados a depressão e síndrome de burnout.
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A ex-gerente teria trabalhado por 12 anos no banco. Segundo a defesa, os problemas relacionados às apostas ocorreram após anos de atuação na instituição.
Entre os casos investigados está o de uma mulher de 78 anos, que teria tido R$ 300 mil retirados de sua conta. Segundo familiares, ela descobriu o problema após verificar que o saldo havia sido zerado.
A família também relatou descontos referentes a um empréstimo que a idosa afirma não ter contratado.
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O Santander informou, em nota, que colabora com a Polícia Civil desde o início das investigações e que os responsáveis serão responsabilizados. O banco também afirmou que nenhum cliente terá prejuízo financeiro.
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