As notícias das 4h
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As notícias com Maria Miguel Marques. O antigo primeiro-ministro Passos Coelho diz que tenciona voltar à política, isto caso o PSD não tenha um resultado satisfatório. Na primeira entrevista à televisão depois de ter deixado a liderança do partido, o antigo primeiro-ministro diz que tem o dever e a responsabilidade de intervir agora no debate público. Passos Coelho mantém a expectativa de que o PSD possa vir a ser bem-sucedido na governação, mas caso isso não aconteça, o antigo primeiro-ministro admite a intenção de intervir.
Se eu tivesse de equacionar uma possibilidade dessas, isso teria que corresponder a uma situação em que o PSD, visivelmente, não tivesse a possibilidade de entregar um resultado satisfatório face àquilo que o país precisa, e de eu achar que eu o poderia fazer. E se isso vier a acontecer, eu ponderarei e tomarei uma iniciativa, se for caso disso. Não é uma coisa confortável para alguém que já foi primeiro-ministro e que está muito fora da atividade partidária. Não é uma ideia muito confortável a ideia de regressar.
Pedro Passos Coelho deixa claro que, por agora, não é candidato a nada, mas diz também que saberia o que fazer se fosse primeiro-ministro. Sobre uma aliança da AD com a IL e com o Chega, o antigo governante admite que seria algo difícil, mas é um assunto que Pedro Passos Coelho insiste que tem que estar em cima da mesa.
Eu acho que o PSD tinha a obrigação de explorar essa possibilidade. Não estou a dizer que seria uma possibilidade fácil, porque talvez não fosse fácil um entendimento parlamentar entre o PSD e o CDS, o Chega e a Iniciativa Liberal. Não vou dizer que fosse fácil, mas era importante tentá-lo.
Era uma coisa que faria a diferença.
Era importante tentá-lo. Repare, a gente sabe que os governos, para poderem transformar alguma coisa de importante, precisam de apoio. Precisam de apoio no país, dos eleitores, e precisam de apoio-
No Parlamento.
No Parlamento, evidentemente. É muito difícil mudar as coisas sem ter estabilidade e sem ter força política.
Pedro Passos Coelho, sobre acordos entre a AD e a oposição à direita. Questionado sobre reformas políticas, o antigo primeiro-ministro deixa um aviso para a gestão do setor da saúde, afirma que o Estado não tem feito mudanças e que tem de recuperar a autoridade sobre o SNS.
Eu acho que o PSD tinha a obrigação de explorar essa possibilidade. Não estou a dizer que seria uma possibilidade.
Vamos ouvir o som relativo ao SNS.
Eu acho que o Estado já não tem autoridade, se quiser, gestionária. São os próprios profissionais que já não acreditam nisso. É preciso fazer alguma coisa para inverter isto. Se nós queremos que as pessoas possam ter, de facto, acesso a cuidados de saúde de qualidade e que exista uma garantia pública de que isso possa acontecer, muita coisa vai ter de mudar na saúde. E eu não vejo nada a mudar. Não vi nada a mudar durante os nove anos do Partido Socialista no governo, pelo contrário, vi a degradação da política pública e não vejo nada, ao cabo de dois anos, de essencial, de estruturante, de diferente, para mudar o que se está a passar na saúde.
É um alerta que o antigo primeiro-ministro do PSD, Pedro Passos Coelho, deixa à Seco Notícias, que apesar de manter uma ligação emocional ao partido, admite que este governo meteu-se numa armadilha política muito grave. Seguimos com uma notícia do Observador sobre o caso BES. A defesa dos arguidos suíços queria ouvir 358 testemunhas, que fariam com que o julgamento se arrastasse durante mais de um ano, mas o tribunal recusou. O Ministério Público prescindiu destas inquirições e apenas 15 testemunhas podem vir mesmo a ser ouvidas. O Observador conseguiu apurar que esta decisão gerou uma tensão entre a juíza presidente e a defesa dos arguidos suíços. Em causa está também a decisão do tribunal de começar a ouvir testemunhas da defesa antes de terminar a prova da acusação. Os advogados dos arguidos suíços consideram que esta decisão viola o princípio do contraditório e as garantias de defesa dos arguidos, mas a juíza rejeita estes argumentos e alerta que pode aplicar multas aos arguidos, se considerar que estão a usar manobras para atrasar este processo. O julgamento deve terminar as sessões até julho do próximo ano. Este é um artigo assinado pelo jornalista João Paulo Godinho e pelo redator principal do Observador, Luís Rosa, e que pode ler com mais detalhe em observador.pt. O MURPI exige explicações à Caixa Geral de Apresentações e à Provedoria de Justiça, devido ao erro no cálculo de quase 3000 pensões atribuídas entre maio e agosto. A Confederação de Reformados defende que a CGA deve assumir a responsabilidade e as consequências do engano sem penalizar os pensionistas de boa-fé. Em causa estão cortes que variam entre €90 e €200 mensais, com a administração a conceder 10 dias para resposta em audiência prévia. A CGA recusa ter feito uma reinterpretação desta lei, fala num erro de parametrização, sendo que vai dar início às notificações com os valores a devolver ainda este mês. Os pensionistas afetados vão poder optar pelo pagamento voluntário, pelo reembolso em prestações até dezembro do próximo ano ou por um desconto mensal na pensão que não ultrapasse os 30%. O mês de setembro foi o segundo setembro mais quente de que há registro. Desde a Europa Ocidental aos oceanos extrapolares, as temperaturas médias bateram recordes. Estes dados fazem parte de um balanço divulgado pelo Serviço de Alterações Climáticas Copérnicus, implementado pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo. Setembro marcou o segundo mês consecutivo com temperaturas globais superiores a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. Segundo a Copérnicus, mês passado as temperaturas globais atingiram 1,63 °C acima do nível pré-industrial. É uma sequência de meses com temperaturas acima do normal, que começou em agosto e que deve continuar até ao próximo ano E na atualidade internacional, os preços do petróleo já reagiram ao cessar-fogo temporário anunciado por Donald Trump entre a Rússia e a Ucrânia. Em causa está uma expectativa de maior oferta russa. O presidente dos Estados Unidos afirmou que a Ucrânia e a Rússia concordaram em interromper ataques às instalações energéticas uma da outra, na sequência de um acordo de fornecimento de diesel entre os Estados Unidos e Moscovo. Um anúncio que, entretanto, foi desmentido pelo líder ucraniano, que afirma, porém, estar disposto a colaborar nesta possibilidade. E agora, de acordo com o que avança a agência Reuters, os preços futuros do petróleo Brent caíram, mas pouco mais de US$ 1 para cerca de US$ 103 por barril, enquanto o petróleo dos Estados Unidos desceu ligeiramente mais e está pelos US$ 90 por barril. São descidas que permanecem ligeiras devido ao conflito do Médio Oriente, numa altura em que os houthis reivindicaram a responsabilidade por um ataque no sábado ao Aeroporto Internacional de Riade, que matou 13 pessoas e feriu mais de 300, enquanto as autoridades sauditas relataram feridos num novo ataque ao aeroporto no domingo. Donald Trump disse já no sábado que os Estados Unidos estavam a considerar participar em ataques sauditas contra os houthis neste conflito. Também durante o fim de semana, um navio-tanque foi atingido por um drone em Omã e outro foi danificado por um projétil desconhecido ao transitar pelo Estreito de Ormuz, de acordo com a Organização de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido. Olhamos no desporto para o Benfica, que recuperou da derrota no Clássico do Dragão e venceu o Vitória por 2 a 0 no Estádio da Luz. Os encarnados regressaram ao campeonato e a ganhar em casa. Foi um jogo a contar para a oitava jornada da Liga Portugal, depois da pausa para as seleções. Aos 24 minutos, Samuel Dalot inaugurou o marcador pelo Benfica. O Vitória recolheu aos balneários sem gols marcados e assim continuou até ao final do jogo, porque na segunda parte marcou novamente o Benfica. Gol de Sudakov, aos 75 minutos. No final da partida, Marcos Silva, treinador das Águias, diz que destaca a boa prestação da equipa, mas dá especial destaque ao gol de Sudakov, um dos internacionais que esteve afastado durante várias semanas.
Parabéns pra ele, parabéns pra equipa, porque três pontos importantes. Voltar a jogar em casa após não muitos jogos, mas após muitas semanas sem estar aqui com os nossos adeptos. Agradecer aos nossos adeptos, mais de 60 mil novamente na Luz, com a equipa. Em muitos momentos, principalmente na segunda parte, não conseguimos controlar tão bem com bola como normalmente gostamos de o fazer, mas a realidade é que praticamente não demos uma oportunidade de gol ao adversário. Há um cruzamento, sim, na segunda parte, já na fase terminal, em que há um cruzamento e a bola acaba por bater no poste. De resto, o Vitória não tem uma única oportunidade de gol. Mesmo nós não conseguindo controlar tão bem o jogo com bola como normalmente o fazemos e queremos, mas não demos praticamente uma oportunidade de gol ao Vitória. Muito importante ganharmos sem sofrer gols e mais três pontos pra nós.
Treinador do Benfica, Marcos Silva, aqui em registros da BTV. Já Tiago Margarido, que assume o comando técnico do Vitória Sport Club, fala em um jogo que já se esperava ser difícil perante um forte ataque da equipa da casa.
O Benfica teve uma entrada fortíssima, algo que nós já estávamos à espera. Vieram de um resultado menos bom, então esperávamos uma entrada muito forte. A verdade é que surpreenderam-nos na questão do jogo interior que exploraram. Muitas dinâmicas de sair o homem, fundamentalmente a bola no pé este ano é deixada de frente pro Palhinha, bola pro Pavlidis também conseguia deixar de frente. Isso foi nos criando algumas dificuldades e penso que nós demoramos a encontrar-nos no jogo. Penso que os primeiros 20 minutos, os primeiros 25 minutos até o gol do Benfica, o domínio foi óbvio. Depois disso, fomos crescendo, fomos conseguindo ter mais bola num ou noutro momento. A equipa foi ganhando confiança.
Treinador do Vitória, Tiago Margarido, em declarações à BTV. Com esta vitória, o Benfica soma 19 pontos e ocupa o segundo lugar da tabela e continua na perseguição do Futebol Clube do Porto, que lidera o campeonato com 24 pontos. Terminamos assim esta edição das 04:00. A informação está de regresso às 04:30.
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