Muse perde nome de usuário nas redes sociais para a nova ferramenta de IA da Meta

Banda teve que abrir mão do nome de usuário histórico no Instagram e no X para dar lugar ao assistente artificial batizado com o mesmo nome
Giovana Laurelli (@gii_laurelli)
A banda britânica Muse teve que trocar seus nomes de usuário nas redes sociais para ceder espaço à nova aposta de inteligência artificial da Meta. O grupo de rock, que usava o simples @Muse no Instagram e no X desde sua entrada nas redes em 2012, migrou para @Musetheband e @museband, liberando o antigo identificador para a assistente de IA homônimo da empresa.
A mudança começou ainda no meio do ano (via NME), porém voltou a gerar discussão entre os fãs agora, com o lançamento oficial da ferramenta nos Estados Unidos nesta semana. A Muse da Meta promete ajudar usuários em tarefas do dia a dia, como responder e-mails, organizar agenda e transformar metas de longo prazo em planos de ação.
Para fãs ba banda, a mudança choca pela ironia. Matt Bellamy, vocalista da banda, construiu boa parte da identidade do Muse em torno de letras distópicas sobre tecnologia e vigilância, caso de faixas dos álbuns Simulation Theory e Drones, que imaginam um mundo dominado por algoritmos e máquinas.
Muse going from making dystopian rock albums warning us about the machine takeover to taking an AI buyout is top tier tragic irony
— Amber Texas (@GabbieFletcher) September 9, 2026
Nas redes, a repercussão foi imediata. “De fazer álbuns de rock distópico nos alertando sobre a tomada das máquinas a aceitar ser comprada por uma IA é uma ironia trágica de primeira”, escreveu uma fã no X. Outro usuário resumiu o estranhamento de ver uma banda de quase 3 milhões de seguidores e 25 anos de carreira perder seu identificador original para o novo produto de Mark Zuckerberg. A banda não se pronunciou sobre a mudança ou respondeu à comentários de internautas até o momento.
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Jornalista em formação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Giovana é apaixonada por música, filmes e a intersecção entre cultura e política. Já foi bailarina e canta em bandas de soul, rock e pop desde a pré-adolescência. Atuou como editora de Cultura e Entretenimento no Jornal Contraponto, veículo laboratorial impresso da PUC-SP. Na Rolling Stone, escreve sobre música, cinema e cultura pop.
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