Rússia tem eleições legislativas marcadas pela guerra na Ucrânia
Neste ano, a guerra afetou os russos mais do que nunca, com ataques ucranianos que chegaram a cidades nos Urais e na Sibéria, onde causaram prejuízos de milhões de dólares à infraestrutura, além de mortes de civis.
Os adversários políticos de Putin foram, em sua maioria, empurrados ao exílio, e seu principal opositor, Alexei Navalny ? que chegou a mobilizar milhares de pessoas nas ruas durante as eleições ? morreu em uma prisão no Ártico em 2024.
A oposição russa no exílio conclamou os russos contrários ao Kremlin a não boicotarem as eleições, e sim a votar "contra o partido de Putin", e publicou recomendações sobre quem apoiar em cada região.
Alguns temem que o período após as eleições resulte em uma nova mobilização militar, semelhante à de 2022, quando Putin convocou 300 mil reservistas.
A medida, extremamente impopular, provocou um êxodo de homens em idade de serviço militar para fora da Rússia.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, acusou o Kremlin de planejar uma nova campanha de mobilização "neste outono" (do Hemisfério Norte), o que Putin nega.
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