Flávio Bolsonaro diz que fim da reeleição não é para volta do pai à Presidência em 2030
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (6) que vai defender o fim da reeleição para presidente para abrir caminho para novas lideranças políticas, não para tentar eleger o pai, Jair Bolsonaro (PL), em 2030.
Na segunda (5), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Jair Bolsonaro poderá voltar a disputar a Presidência daqui a quatro anos, caso Flávio seja eleito. Bolsonaro está preso por tentativa de golpe de Estado e inelegível.
"O Flávio, se elegendo presidente da República, ele vai liberar o Jair Bolsonaro. Eu não tenho dúvida disso. O Jair Bolsonaro pode ser um forte candidato daqui quatro anos. O povo vai querer Jair Bolsonaro", afirmou Valdemar em entrevista à CNN.
Flávio negou que o pai tenha a intenção de voltar para a Presidência e disse que não sabe "de onde Valdemar tirou essas coisas".
"A tendência é discutir a questão do tempo do mandato, se isso vai ser replicado para governadores e prefeitos, ou seja, Executivo. E, evidentemente, vai ter uma cláusula que, se eu sou contra a reeleição, até terceiro grau quem for meu parente não pode concorrer", disse.
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Flávio propôs uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para acabar com a reeleição a presidente. O projeto mantém o mandato de quatro anos, mas abre brecha para que o Congresso, onde a direita se tornou majoritária, estenda o período.
A declaração do presidenciável foi dada após reunião em Brasília com deputados federais e senadores da bancada ruralista, de quem recebeu apoio na disputa contra o presidente Lula (PT).
Flávio tem usado essa promessa em um aceno para aliados que miram o Palácio do Planalto em 2030, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Após o resultado do primeiro turno, no domingo (4), disse só precisar de um mandato.
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