Influenciadora e advogado são presos por tráfico ligado à máfia italiana

Segundo os investigadores, familiares e pessoas próximas dos dois deram continuidade às operações de tráfico após as prisões. A droga era enviada à Europa pelo Porto de Paranaguá, no Paraná, escondida em contêineres de empresas que não tinham envolvimento no esquema.
Investigações começaram após prisão de mafiosos
Brasil e Itália começaram a investigar conjuntamente as operações do grupo em 2020, com apoio da Interpol. A apuração identificou uma nova liderança da organização no Brasil após as prisões de Nicola Assisi e de seu filho, Patrick.
Segundo a PF, o grupo tinha mais de duas toneladas de cocaína em estoque quando Paula e Cardoso assumiram os negócios ilícitos. Em uma conversa interceptada em italiano, Paula teria acertado o envio de 400 quilos da droga para a Europa.
Franklin Rodrigues de Oliveira, conhecido como BXX, também foi preso durante a operação, após tentar fugir. Segundo a polícia, ele cuidava das remessas de drogas e dos pagamentos, além de fazer a ligação entre a 'Ndrangheta e facções brasileiras.
Defesas contestam acusações
A defesa de Paula Simões afirmou ao Fantástico que ela nega todas as acusações e que nenhuma droga foi apreendida com ela. Os advogados sustentam que a suspeita de continuidade das atividades após a prisão dos Assisi se baseia em inferências policiais.
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