Sobrevivência política: eleição põe em xeque futuro de Netanyahu em Israel

Eu tenho certeza absoluta que ele continuará forte politicamente [se ele sair do poder], mas ele terá de canalizar essa força política para tentar não ser preso. Ele vai dizer que é perseguição, vai tentar liderar manifestações a seu favor, mas como grande projeto pessoal. Essa será a sua influência. Tanguy Baghdadi em entrevista ao UOL
Fora do cargo, ele pode continuar muito relevante, especialmente se conservar a liderança do Likud e uma bancada expressiva. Poderia liderar a oposição, influenciar a agenda pública e tentar retornar ao poder, como já fez. Sua saída do governo não equivale, necessariamente, ao encerramento de sua carreira política. Karina Calandrin, professora de relações internacionais do Ibmec SP
Direita radical deve manter força mesmo sem Netanyahu. Para Leonardo Trevisan, a corrente ultranacionalista continuará influente em Israel, embora possa se reorganizar sob uma nova liderança.
Isso [decretar a falência política de Netanyahu] é muito delicado, porque atrás dele existe uma linha política muito consistente, um pensamento ultranacionalista. É preciso muita cautela. Isso não vai desaparecer. O que vai desaparecer é o jeito Netanyahu de fazer política. A linha política mais radicalizada vai continuar, talvez, com a diminuição da articulação política, talvez, uma liderança menos presente, mas ela vai construir uma outra liderança, sim. Leonardo Trevisan em entrevista ao UOL
Crescimento de ultraortodoxos influencia política israelense. Judeus que seguem rigorosamente as leis e tradições religiosas do judaísmo, os ultraortodoxos ampliaram sua participação na população de Israel. Segundo o Instituto de Democracia, instituto independente de pesquisa sobre democracia e políticas públicas, eles eram 750 mil em 2009; em 2025, 1,4 milhão. A população de Israel é de cerca de 10 milhões. Com isso, o país está se tornando mais religioso e a influência de partidos ultraortodoxos aumentou.
Ele [Netanyahu] ganhando a eleição há a chance de avançar com o processo de radicalização. Professor Leonardo Trevisan
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