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Tuesday, October 6, 2026

Brasil nunca teve virada no 2° turno da eleição presidencial

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Desde 1989, quando o Brasil voltou a ter eleições presidenciais diretas – e estreou o mecanismo de segundo turno –, nunca houve uma reviravolta na corrida ao Planalto entre um turno e outro. Essa foi a regra em todas as sete disputas presidenciais que tiveram segundo turno entre 1989 e 2018. Mesmo em disputas estaduais o histórico não é exatamente favorável (leia mais abaixo).

Tanto o PT quanto os bolsonaristas não conseguiram forçar viradas

Em pouco mais de 30 anos, o próprio PT fracassou duas vezes em tentar forçar uma reviravolta na disputa presidencial. No primeiro turno de 1989, Lula ficou 13,3 pontos atrás do rival Fernando Collor. Entre os dois turnos, Lula conseguiu crescer 29,8 pontos percentuais, mas ainda assim acabou perdendo a votação final para Collor por seis pontos de desvantagem.

Em 2018, foi a vez de Fernando Haddad passar pela mesma dificuldade. O petista, que substituiu Lula pouco menos de um mês antes do primeiro turno, terminou 16,75 pontos atrás de Bolsonaro na primeira rodada. No segundo turno, Haddad cresceu, mas ainda assim terminou pouco mais de dez pontos atrás de Jair Bolsonaro.

O próprio Lula já esteve do outro lado dessa equação, quando, na oposição, terminou o primeiro turno à frente do então presidente Jair Bolsonaro (PL) no pleito de 2022. À época, apesar de Jair Bolsonaro instrumentalizar a máquina pública com programas e medidas eleitoreiras, a eleição ainda terminou favorável a Lula no segundo turno.

Na primeira rodada daquela eleição, Jair Bolsonaro havia ficado com uma desvantagem de 6 milhões de votos em relação a Lula, ou 5,23 pontos percentuais. No segundo turno, apesar de intensa mobilização de sua base, o então presidente terminou atrás por 1,8 ponto, ou 2,14 milhões de votos – na que foi a eleição mais apertada do Brasil desde a redemocratização.

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