Campanha de Flávio vê Lula errático e com promessas sem credibilidade

Essas promessas estão sendo chamadas por Flávio e aliados de "a picanha de 2026". Em 2022, Lula prometeu que o brasileiro ia comprar a carne, mas o poder de compra da população não aumentou.
Agora, a estratégia do adversário é descredibilizar o presidente e convencer o eleitor de que ele não tem força para fazer as mudanças que promete. E insistir no discurso de que as pessoas sabem que aquilo não vai chegar para elas.
Nessa linha, a leitura é que o reajuste Bolsa Família seria a "bala de prata" da campanha do petista, mas que o aumento de R$ 91 não vai ter este impacto junto ao eleitor justamente porque o poder aquisitivo da população caiu ao longo dos anos.
O reajuste não estava previsto no orçamento enviado pelo governo em agosto. Para o entorno de Flávio, a decisão de última hora, a duas semanas do primeiro turno da eleição, revela o desespero da campanha de Lula.
A campanha petista, segundo aliados de Flávio, está em um caminho errático, sem comando e sem linha clara de atuação. A aposta do PT era que a biografia de Lula seria suficiente para derrotar Flávio, mas as pesquisas não indicam isso.
Até o jingle "Rap do Silva" é citado como exemplo de que a estratégia do PT não emplacou.
Pesquisa Datafolha
Lula e Flávio estão empatados tecnicamente tanto no primeiro como no segundo turno.
Mas ao longo de setembro o Datafolha tem mostrado avanço de Flávio na intenção de votos do primeiro turno: 33% no dia 3; 35% no dia 11; e 36% ontem.
Lula, por sua vez, segue estagnado: marcou 38% no início do mês e 39% nas outras.
Ou seja, Flávio subiu três pontos em duas semanas. Avançou sobre o eleitorado indeciso e o de Augusto Cury (Avante).
O Datafolha mostrou empate técnico no segundo turno: 44% para Flávio e 46% para Lula.
Reportagem
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