Resultado eleição presidente: Flávio fica à frente de Lula e disputa vai ao segundo turno
Com 97,01% das urnas apuradas, o cenário é definitivo: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) vão se enfrentar no segundo turno das eleições presidenciais, em 25 de outubro.
O presidente atual tinha 44,66% dos votos válidos contra 47,45% do senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro às 20h58.
O crescimento de Flávio Bolsonaro durante a campanha, em meio à crise no Supremo Tribunal Federal, já vinha reduzindo a vantagem de Lula nas pesquisas de intenção de voto.
O cenário para a campanha de segundo turno, em que ambos terão tempos de TV e rádio idênticos, é de uma disputa voto a voto.
No Sudeste, região mais populosa do país e considerada estratégica para as duas campanhas, os votos no primeiro turno mostraram favoritismo consolidado de Flávio Bolsonaro em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.
O que diziam as pesquisas?
As pesquisas divulgadas na véspera da votação já apontavam um segundo turno sem favorito claro. No Datafolha, Lula tinha 45% dos votos válidos contra 42% de Flávio em uma disputa direta. Na Quaest, o cenário era ainda mais apertado: Lula com 46% e Flávio com 45%. Nos dois casos, havia empate técnico.
A divisão regional deve orientar boa parte da estratégia das próximas três semanas. Lula chega ao segundo turno com sua principal força no Nordeste e entre os eleitores de menor renda.
Flávio tem vantagem expressiva no Sul e desempenho mais forte no Sudeste, que concentra mais de 40% do eleitorado brasileiro.
Um desafio para Lula será conquistar parte dos eleitores dos candidatos derrotados neste primeiro turno, que se identificam com a direita.
As pesquisas anteriores à votação indicavam que os apoiadores de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) tendem, em maior proporção, a escolher Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.
O presidente, por sua vez, deverá buscar ampliar sua vantagem no Nordeste e recuperar terreno nos grandes colégios eleitorais do Sudeste.
Também terá de defender uma gestão que chega à eleição com avaliação negativa superior à positiva: no último Datafolha, 41% consideravam o governo ruim ou péssimo, ante 35% que o avaliavam como ótimo ou bom.
Flávio entra na segunda etapa fortalecido pelo avanço registrado ao longo da campanha e pela possibilidade de concentrar o eleitorado antipetista.
Lula contará com a estrutura de um presidente candidato à reeleição, uma rede de governadores e prefeitos aliados e sua vantagem entre os eleitores de menor renda.
Também deverá haver uma mobilização das duas campanhas para reduzir a abstenção no segundo turno.
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