Quase 2 milhões de agregados familiares têm dívidas

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Nos próximos minutos passamos em revista alguns dos destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a jornalista Teresa Freire. Bom dia, Teresa.
Bom dia, Miguel.
Começamos com o jornal Público, que faz manchete com os protestos pela crise da habitação, que continuaram este fim de semana.
Escreve o Público que o Governo insiste na defesa da ordem pública e enfrenta pressão de Belém. Neste artigo, o jornal analisa o que tem feito e o que tem dito o Presidente da República e o Governo. Depois das críticas ao silêncio e após ter demorado dois dias a reagir aos acontecimentos do fim de semana passado, desta vez o chefe de Estado foi mais rápido. Passavam poucas horas desde que a PSP interveio nas manifestações, quando Seguro sinalizou ter pedido explicações ao Governo e à Provedoria de Justiça sobre o sucedido. Já o Executivo, pela voz do ministro da Administração Interna, considerou este domingo que aquilo que está em causa nos protestos de Lisboa e do Porto é a soberania do Estado e que, perante o incumprimento da lei, há necessidade de manter a ordem pública. O Governo mantém assim a convicção de que a prioridade é dar cumprimento à lei e que a PSP está a atuar nesse sentido.
Seguimos com o jornal económico, Teresa, uma em cada cinco famílias gasta 15% do rendimento com crédito.
É uma das principais conclusões de um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, divulgado este sábado, no dia em que se assinala o Dia Mundial da Poupança. O estudo, com dados de 2024, mostra que quase 2 milhões de agregados familiares em Portugal paga crédito e para cerca de 1 milhão, os pagamentos representavam pelo menos 15% do rendimento líquido há dois anos, sendo que a hipoteca da residência principal é o tipo de dívida mais frequente, abrange quase uma em cada quatro famílias portuguesas.
Continuamos a falar de economia. No Jornal de Negócios, o ministro Manuel Castro Almeida admite que a inflação pesa no sentimento que os portugueses têm em relação ao governo.
É a reação do ministro da Economia às recentes sondagens, que têm colocado a AD em terceiro lugar, atrás do Partido Socialista e do Chega, mas está convencido que o PSD voltará a subir nas sondagens. Esta segunda-feira o jornal faz manchete com uma entrevista a Manuel Castro Almeida para o programa Conversa Capital. O ministro reconhece o impacto no custo da vida das famílias, mas reitera que os salários estão a subir mais do que a inflação. Castro Almeida diz que os indicadores da economia são positivos e noutro tema, diz que a guerra faz disparar os preços do petróleo, o que levou os combustíveis a valores recordes. Ora, o ministro admite que a bomba de gasolina é fatal para os governos, uma vez que considera que os portugueses são muitíssimo sensíveis ao aumento dos preços dos combustíveis.
Seguimos com a imprensa internacional e vamos até à Espanha, porque o El Mundo noticia que o Partido Socialista de Pedro Sánchez caiu nas sondagens depois do acidente ferroviário da última semana.
O último balanço aponta para 115 vítimas mortais depois da tragédia de quarta-feira na localidade de Urda, em Toledo. O segundo acidente ferroviário em apenas nove meses teve um impacto imediato nas sondagens do Partido Socialista Espanhol, a menos de um mês das próximas eleições legislativas. O partido do atual primeiro-ministro, Pedro Sánchez, caiu, conquista 24% das intenções de voto. Já o Vox, de extrema-direita, conta com 19%, enquanto o PP, de centro-direita, foi o único partido a crescer, conta com 31% das intenções de voto espanholas. São os principais resultados da primeira sondagem realizada depois do acidente desta quarta-feira, realizada pela Sigmados para o El Mundo.
Os destaques da imprensa nacional e internacional. A conferência de imprensa de hoje foi com a jornalista Teresa Freire.
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