Fábrica de lanifícios do Alentejo é destacada em livro

O resgate da Fábrica Alentejana de Lanifícios é o tema de um livro apresentado esta semana no Museu do Design – MUDE, em Lisboa. O espaço fundado em 1930 em Reguengos de Monsaraz foi comprado em 2020 por três amigos (Luis Peixe, Margarida Adónis e António Carretreiro), que decidiram manter viva a cultura e história dos lanifícios naquela região. Na recuperação da fábrica, foram mantidos os teares e as funcionárias que trabalham com as técnicas tradicionais de tecelagem à mão. A obra agora lançada reúne o período de resgate e manutenção desta tradição.
Fabricaal: Tempo para o Tempo foi lançado a 26 de setembro numa exposição fotográfica que decorre até 25 de outubro no Palácio Duques de Cadaval, em Évora. Na próxima quinta-feira, 8 de outubro, o livro será apresentado às 19h (com entrada livre no MUDE) na capital, no âmbito da Semana da Moda de Lisboa. Escrita por João Brito, a publicação reúne arquivos, testemunhos pessoais e fotografias de Cátia Castel-Branco. Cada exemplar custa 50 euros e pode ser adquirido online.
Peças como as coloridas e tradicionais mantas alentejanas foram destacadas em composições contemporâneas na natureza. Entre as imagens, há por exemplo um dos tecidos a “voar” sob o céu e um colchão com almofadas sobre um relvado. Além do evento, o MUDE dá lugar também à venda da coleção “UP – Upcycling”, que Dino Alves apresentou em parceria com a Humana na mais recente edição da ModaLisboa.
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