Ataques a 2 navios comerciais perto da Bulgária reacendem temor de que a guerra na Ucrânia se espalhe pela Europa

Enrolado em um lençol, um sobrevivente recebe atendimento médico. É um dos 18 marinheiros que foram resgatados depois que um ataque com drones provocou um incêndio em um navio mercante carregado de grãos no Mar Negro. Equipes de resgate ainda tentam localizar a tripulação de um outro navio que também foi bombardeado e afundou.
As duas embarcações navegavam a 112 km de distância da cidade de Byala, na costa leste da Bulgária. O Mar Negro também banha a Romênia, a Turquia, a Geórgia, a Ucrânia e a Rússia. O primeiro-ministro da Bulgária, Rumen Radev, declarou que o ataque na zona econômica exclusiva do país é inaceitável. Ele evitou identificar de onde teriam partido os drones, mas disse que:
“Se a guerra na Ucrânia não terminar logo, ela vai continuar se expandindo geograficamente e aumentando o risco até de um conflito global”.
Ataques a 2 navios comerciais perto da Bulgária reacendem temor de que a guerra na Ucrânia se espalhe pela Europa — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
A Bulgária é integrante da Otan, a aliança militar do Ocidente. Assim como a Romênia, que faz fronteira com a Ucrânia. Pelas regras da aliança, se um dos integrantes é atacado, todos os outros precisam defendê-lo.
Na segunda-feira (5), duas pessoas morreram em um incêndio em um navio perto da costa romena. A Ucrânia afirmou que o incidente foi causado por um drone e acusou Moscou de estar por trás dos três ataques. A Rússia não se manifestou.
O Mar Negro é a principal rota de exportação de grãos da Rússia e também da Ucrânia - países que estão entre os maiores produtores do mundo. Os ataques a navios e a portos da região tornam esse comércio cada vez mais perigoso, o que pode ter consequências graves para o abastecimento global de alimentos.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que a situação no Mar Negro é cada vez mais preocupante. Ela afirmou que esses ataques a civis violam o direito internacional.
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