Jay Weinberg revela proibição que Slipknot impunha e o chateava

Baterista afirma ter sido impedido por contrato de fazer colaborações com outros artistas enquanto era parte da banda mascarada
Pedro Hollanda (@phollanda21)
A demissão de Jay Weinberg do Slipknot em 2023 deu início a uma grande “dança das cadeiras” do metal, com três bandas mudando de baterista entre si ao mesmo tempo. Dos males, o menor: enquanto isso, o músico se viu, pela primeira vez em dez anos, capaz de trabalhar com outras pessoas.
Em entrevista ao canal de YouTube Loyal to the Craft (via Blabbermouth), o músico discutiu o single “Drown Fountain”, uma colaboração com a dupla de rock alternativo canadense Softcult. No meio da conversa sobre a música, Weinberg revelou de passagem que era proibido por contrato de colaborar com outros artistas enquanto era parte do Slipknot.
O baterista não entrou em muitos detalhes sobre esse embargo e focou no impacto disso no seu processo criativo:
“Eu criava coisas e até colaborava com pessoas em privado, mas aí, sabendo lá no fundo da minha cabeça: ‘ah, ninguém vai ouvir isso’, é meio que… Embora eu estivesse super focado em um aspecto da minha vida criativa e feliz por isso, uma pequena parte do meu eu criativo estava morrendo, porque isso é algo que significa muito para mim.”
Além da colaboração com o Softcult, Weinberg já tem outros projetos alinhados. O músico foi anunciado em junho como o novo baterista do Fuming Mouth e contribuiu com o novo álbum da banda americana de death metal, The Ringing Bell (2026), lançado em julho.
Dança das cadeiras
Jay Weinberg foi demitido do Slipknot em novembro de 2023 através de um telefonema do empresário. Os motivos para a decisão nunca ficaram muito claros, mas especula-se que a banda teria optado por sua dispensa porque ele quis fazer uma cirurgia para corrigir um problema físico do qual sofria desde pelo menos 2020.
Para o seu lugar, o Slipknot contratou o brasileiro Eloy Casagrande, então do Sepultura, que se preparava para a turnê de despedida da banda mineira. Seu substituto para esses shows foi Greyson Nekrutman, até então parte do Suicidal Tendencies. O grupo liderado por Mike Muir então fechou o círculo ao contratar Weinberg para ocupar a vaga na bateria.
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Pedro Hollanda é jornalista formado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso e cursou Direção Cinematográfica na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Apaixonado por música, já editou blogs de resenhas musicais e contribuiu para sites como IgorMiranda.com.br, Scream & Yell e Rock'n'Beats.
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