Renan Calheiros e seu filho saem derrotados nas eleições do Alagoas
O senador Renan Calheiros e seu filho, Renan Filho, ambos do MDB, foram derrotados nas eleições de 2026.
Calheiros tentava a reeleição ao Senado, onde se consolidou como figura histórica do partido, e o Alagoas elegeu Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB), que, com 95,56% das urnas apuradas, receberam 28,96% e 28,06% dos votos, respectivamente, ante 22,41% de Calheiros.
Por sua vez, JHC (PSDB), que tem 51,83% dos votos válidos com 95,56% das urnas apuradas, foi eleito governador do Alagoas, ante 47,74% do ex-governador Renan Filho (MDB), que ficou em segundo lugar.
Um dos principais líderes políticos da história do estado, Calheiros mantinha sua cadeira no Senado há quatro mandatos, desde 1995, e ocupou por quatro vezes a presidência da casa.
Seu filho foi eleito prefeito de Murici, sua cidade natal, em 2004, e reeleito em 2008. Depois, em 2014, ele se tornou governador no primeiro turno, foi reeleito em 2018 e permaneceu no cargo até 2022. Naquele ano, foi eleito senador.
Foi ainda ministro dos Transportes no governo Lula de 2023 a abril de 2026, quando deixou o cargo para concorrer novamente ao governo.
A polarização entre dois grupos políticos e uma disputa apertada marcaram a campanha no Alagoas, com 2,44 milhões de eleitores. Na pesquisa Quaest divulgada no último dia 25, JHC tinha 43% das intenções de voto ante 41% de Renan Filho, em empate técnico.
JHC contou com o apoio de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. Renan Filho teve o apoio do presidente Lula (PT), que esteve em Maceió no fim do mês passado.
Os dois candidatos ao governo escolheram como vices políticos com trajetória em Arapiraca, a segunda maior cidade do estado. JHC escolheu a médica Célia Rocha (PSDB), ex-prefeita da cidade. Renan Filho escalou Yale Barbosa (MDB), ex-vice-prefeito de Arapiraca.
Advogado, JHC é filho do ex-deputado João Caldas. Foi eleito deputado estadual em 2010 e deputado federal em 2014 e 2018, sendo o mais votado do estado nas duas eleições para a Câmara. Foi eleito prefeito de Maceió em 2020 e reeleito em 2024, então no PL, no primeiro turno, com 83,25% dos votos válidos. Neste ano, migrou para o PSDB e renunciou à prefeitura em abril para concorrer ao governo.
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