Leonardo Jardim simula entrada de Pulgar em diretor do Flamengo e diz que árbitro acertou

O português afirmou que deu parabéns para Rafael Rodrigo Klein e, ao falar sobre critérios de arbitragem, levantou e exemplificou movimentos de entradas em Rodrigo Paiva, diretor de comunicação do Flamengo.
— Hoje com o Erick (Pulgar), ontem com o São Paulo (contra o Vitória) tiveram dois toques com a parte interior do pé nos adversários. É verdade, mas não são lances de cartão vermelho.
Leonardo Jardim Rodrigo Paiva Flamengo lance Pulgar — Foto: Reprodução
Jardim levanta e exemplifica o lance em Rodrigo Paiva. O dirigente do clube fica na frente do técnico, simulando o jogador adversário.
— Uma coisa sou eu entrar no joelho do outro, isto é falta para cartão vermelho, seja por trás ou pelo lado. Outra coisa é disputar a bola e o pé pegar no adversário. Foi o que aconteceu com o Pulgar. As pessoas veem muita maldade e querem expulsão. Uma coisa é o jogador de costas e você dar um pisão. O árbitro foi muito bem - afirmou Jardim.
O português citou que o rival sempre tem uma postura diferente em clássicos, e exemplificou que pediu que isso fosse replicado pelo seu elenco dentro de campo. Ele elogiou a postura.
Leonardo Jardim, técnico do Flamengo, em jogo contra o Fluminense — Foto: Alexandre Durão
— No primeiro jogo que eu cheguei aqui, a quatro dias da final do Carioca, tinha revisto alguns jogos do Fla-Flu do ano anterior, disse aos nossos jogadores que para jogar um Fla-Flu, tínhamos que equiparar o jogo na atitude e no empenho. Se equipararmos, depois com certeza nossas virtudes e qualidades, podem fazer a diferença, não é? Se não equipararmos na intensidade e nos duelos, a gente até pode ser melhores, ou ter melhores jogadores, mas isso a seguir não vai funcionar. Por isso, os jogadores perceberam isso - afirmou, acrescentando:
— Tem a parte estratégica, tem a parte técnica, mas principalmente é equiparar o jogo no duelo, porque estes jogadores do Fluminense, não só hoje, não foi só esta temporada, mesmo o ano passado eu vi, são jogadores quando jogam com o Flamengo... é um clássico e eles têm sempre aquela energia a mais para os duelos e os confrontos contra nós. A gente tem que equiparar. E isso eu acho que não é do plano tático, mas é do plano emocional - completou.
Parte da torcida vaiou Pedro após um lance perdido e imediatamente gritou o nome de Bruno Henrique, pedindo a entrada do camisa 27 no lugar do titular. Jardim defendeu o camisa 9.
— O atacante normalmente é criticado quando não faz os gols. Ele só ficou chateado quando saiu uma vez. E eu ainda dei uma palmada na bunda dele, depois damos um abraço. Estamos no Flamengo. Estava almoçando, a televisão estava sem som, e tinha no rodapé "Pedro volta à Seleção depois de problemas internos no clube". Dei uma gargalhada com todos. É o que posso fazer. Sabem uma coisa que gosto aqui? É que todo o elencos se dá muito bem. Há competição para o time titular, é normal, mas todos se dão muito bem - admitiu.
O Flamengo manteve a liderança do Brasileirão com a vitória, chegando a 63 pontos, um a mais que o Palmeiras, que goleou o Corinthians na rodada.

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Mais declarações de Jardim
Atuação de Rossi
— Vou ser muito honesto com vocês. Sempre faço uma análise do jogo que passou, não só com o Santos. Falei com os jogadores, e fiz um vídeo, sobre essa situação (lance da expulsão do Jorginho). Nisso que deixei o vídeo correr, a bola foi no goleiro e o nosso posicionamento de equipe, estávamos todos, num espaço dentro da área, estava o lateral esquerdo, o lateral direito, estávamos todos aqui neste espaço, e não é isso que a gente pretende. A gente pretende dar amplitude ao jogo, de um lado ao outro. Porque quando damos amplitude ao jogo, com certeza as opções são maiores, são melhores e temos possibilidade de jogar e o adversário mais dificuldade de pressionar. Quando damos amplitude é mais difícil de eles pressionar. Aqui no Brasil a gente quer arranjar um culpado. "Será que foi o Rossi? Será que foi o Jorginho?" Não, foi um conjunto. A gente não pode, mesmo que no final do jogo, ainda como aconteceu hoje, dar amplitude, porque senão eles vão começar a pressionar, recuperar a bola, apertar a nossa defesa. Por isso, eu não posso dizer que um erro é individual, um erro é o coletivo.
— Eu até brinquei com ele: "ó Rossi, da próxima vez que acontecer isso, pega na bola e bate na frente". Não se organizaram, não souberam quem ia voltar a jogar sobre o risco. E por isso, eu sou treinador de futebol e não sou, não um crítico que anda por aí, será que foi será que foi este responsável, será que foi aquele? Não, é um conjunto que está normalmente quando sofremos gols ou quando há situações, o erro não vem de uma parte só, vem sempre de várias partes, mas é mais fácil, com certeza, para o jornalista, o youtuber, para os blogs e comentaristas, mais fácil apontar uma situação individual do que ter uma visão da situação coletiva.
Situação do Pedro
— A situação do Pedro é a de qualquer atacante em qualquer campeonato. Quando faz gols, é o mais efetivo no jogo, principalmente nos gols. A palavra correta é mais eficaz, a torcida chega para o treinador, "por que que tirou?". Quando ele é menos eficaz, a torcida xinga o jogador porque ele não foi eficaz. E o meu papel, como treinador, é blindar o jogador, sabendo que ele tem outros papéis sem ser a finalização, sem ser o gol, principalmente na fase de construção. E pronto, e com certeza que é um momento, como você disse anteriormente, se há uma característica no apoio, além da construção, é capacidade de finalização. Só que a bola não está não está entrando, agora é continuar a trabalhar que com certeza daqui a um jogo ou dois já estaremos falando de forma diferente, a bola entra e está tudo resolvido. E se eu tirar, então, quem vai ser xingado vai ser eu.
Uso de Bruno Henrique nas Copas
— Se eu acredito que terei maior posse de bola, utilizo mais o Pedro. Se for mais de transição no início do jogo, é Bruno Henrique. Normalmente como Libertadores é pegada, Bruno Henrique tem mais pegada e também ajuda em bolas paradas. Mas os dois jogam as duas competições. Também temos o Freitas, um menino de muita qualidade e com mobilidade.
De La Cruz
— Tenho certeza que não falei que ele (De La Cruz) tinha que arranjar outro clube, porque isso não é a minha forma de gerir. Ele passou por um momento difícil. Quando eu cheguei aqui, ele teve uma cirurgia no tendão de Aquiles. E o posso falar porque eu fui operado do tendão de Aquiles, é a pior lesão do futebol. Qualquer apoio que você faz, sente dor, qualquer aceleração que você faz, sente dor. Por isso os jogadores que são operados do tendão de Aquiles, têm sempre um ano ou dois para voltar, mas não é só no Brasil, não é, em todo o mundo.
Saúl
— O Saúl é relativo, seis meses num nível mais baixo do que os outros. E com certeza era uma opção, conseguia ainda passar às vezes à frente. E eu ainda agora esta semana tive com ele, e disse, agora o Jorginho teve a questão com os cartões, o Arrascaeta se machucou, não sei o quê, e ele disse que está preparado. Nos primeiros meses não estava. Claro que ele fica triste, é um jogador às vezes mesmo lesionado, sem treinar, ele quer jogar. Mas ele, ele é uma pessoa que tem experiência, ele sabe que não estava a um nível competitivo, dos outros que era no caso o Evertton (Araújo), o Jorginho, o Nico. Porque eu quero que eles estejam bem para jogar, isso é o meu trabalho, o que é que eles estejam bem, não é que eles estejam machucados, mas não posso por causa do nome. Tem que mostrar lá dentro que merece. E ele está fazendo. Já é o segundo jogo que joga titular, já entrou em vários jogos, é diferente dos primeiros seis meses que ele não estava no nível, ele jogou um jogo contra o Athletico Paranaense, se a memória não me engana, e se vocês analisarem fora, o jogo que ele fez não tem nada a ver com o jogo que ele fez contra o Red Bull. Hoje, não foi como o do Red Bull, mas foi um bom jogo também, um jogo competente.
Paquetá
— Já disse que na minha opinião é um segundo volante, pode jogar, se a gente jogar com três volantes, muitas equipes jogam às vezes com três volantes, um volante mais fixo, como vocês dizem, e o primeiro volante e depois dois volantes mais à frente. Ele é um meia ofensivo, como é o Arrasca, como é o Carrascal. Ele tem uma coisa muito boa, que é presença na área. Ele faz muitos gols, vai de cabeça, chuta.
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