Turquia nega acusação israelense sobre envio de tropas à Síria

Os "ataques aéreos israelenses contra a base aérea de Abu al-Duhur constituem uma escalada desnecessária, que não contribui para a estabilidade regional", publicou no X o representante especial dos Estados Unidos para a Síria, Tom Barrack. "Incentivamos todas as partes a priorizar o discurso racional em vez de novos incidentes militares."
O Ministério das Relações Exteriores da Síria condenou "nos termos mais enérgicos" o "ato de agressão injustificada".
Antes, a TV estatal síria, que citou uma fonte militar não identificada, havia informado que "aviões da ocupação israelense atacaram durante a manhã a pista do aeroporto militar de Abu Duhur com oito bombardeios". Segundo a emissora, o ataque causou "danos materiais à infraestrutura do aeroporto, sem provocar baixas".
A diplomacia síria também pediu que a comunidade internacional e o Conselho de Segurança da ONU adotem "uma posição firme contra as violações reiteradas de Israel à soberania síria".
Israel faz incursões frequentes em território sírio desde a derrubada do presidente Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, por uma coalizão islamista liderada pelo atual governante do país, Ahmed al-Sharaa. Também enviou soldados a uma zona vigiada pela ONU para separar as forças sírias e israelenses nas Colinas de Golã, ocupadas por Israel desde 1967.
O aeroporto atacado está fora de operação desde 2012 e permanece sob guarda de forças do Ministério da Defesa sírio, indicou uma fonte das forças de segurança.
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