Altamira, cidade brasileira com o maior número de focos de incêndio em 2026, decreta situação de emergência

Em Altamira, no sudoeste paraense, uma das áreas mais atingidas pelo fogo é a Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio. Segundo o ICMBio, 4 mil hectares foram devastados. Trinta e três brigadistas atuam na região. Equipes dos parques nacionais do Carajás, no Pará, e de Itatiaia, no Rio de Janeiro, reforçaram o combate às chamas.
O decreto de emergência da prefeitura prevê ampliar ações de fiscalização e apoio às famílias atingidas. No oeste do estado, o fogo avança em áreas remotas. Em uma região onde os focos de incêndio não param de surgir no meio da floresta, as equipes oficiais enfrentam dificuldades para conseguir atender todas as ocorrências. Em locais de difícil acesso, são os brigadistas que ajudam a controlar as chamas.
“Eles são a primeira resposta. A brigada acionada é a que está mais próxima do incêndio”, diz a brigadista voluntária Fran Lima.
Agentes do Ibama contam com o conhecimento dos voluntários sobre o território nas operações. Um centro de comando foi montado na floresta.
“A gente faz construção de linha de defesa, faz uma expansão da linha com fogo também, dependendo da área e do horário do dia”, explica Aniele Fassin, brigadista do Prevfogo.
O Pará está no topo dos registros de incêndios no país, segundo o Inpe. Já são mais de 7,5 mil focos em outubro, superando a média histórica do mês. O Corpo de Bombeiros recebe cerca de cem chamados por dia, mas não consegue alcançar todas as áreas.
“Os desafios acontecem porque é muito distante um ponto para outro. Isso daí demanda tempo, desgaste físico, desgaste de material”, afirma o coronel Celso Piquet, comandante regional do Corpo de Bombeiros/ PA.
O Corpo de Bombeiros do Pará declarou que vai enviar reforço de militares para atender à demanda na região.
Nesta quinta-feira (22), o Ministério do Meio Ambiente anunciou o envio de 287 brigadistas e 12 aeronaves ao oeste do Pará. A Força Nacional de Segurança vai apoiar as equipes e a Polícia Federal participará das investigações sobre a oriegem do fogo. Com o solo seco, as chamas se espalham rápido. Um desafio a mais para os brigadistas.
“Infelizmente, a gente tem passado por um momento difícil, mas a gente tem trabalhado bastante. Cremos que isso tudo vai cessar quando as chuvas voltarem”, diz o brigadista voluntário Elder Estefanno.
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