Deborah Secco: 'Quero que minha filha cresça sabendo que é muito mais do que a aparência'

Deborah Secco, de 46 anos, avalia que a maturidade trouxe uma relação mais saudável com seu físico. De acordo com a atriz, por muito tempo, ela confundiu "cuidado com cobrança". "Tentei corresponder a expectativas que nem eram minhas", afirma ela, contando que é atenta para que a filha, Maria Flor Secco, de 10 anos, cresça com uma boa aceitação do físico.
A atriz, que já compartilhou fotos com Maria Flor na academia, faz questão de enaltecer que o incentivo à pratica de atividades físicas é com foco no bem-estar. "Acho importante que ela entenda a atividade física como algo prazeroso, que faz bem para a saúde e para a cabeça, e não como uma obrigação estética. Quero que ela cresça sabendo que é muito mais do que a aparência", afirmou à Quem ao estrelar a campanha de moda fitness da Nay Sport.
Deborah reconhece que a idade traz alterações no metabolismo, mas não faz disso uma neura. "Aos 46 anos, percebo que o corpo muda e que precisamos aprender a respeitar essas transformações. Hoje tenho um olhar muito mais gentil comigo mesma. Não tenho mais aquela cobrança de ser perfeita ou de corresponder a determinado padrão. Passei a valorizar muito mais a saúde, a disposição e a mobilidade", afirma a atriz, que encerra o ano com vários planos para 2027, como o lançamento do filme Bruna Surfistinha 2 e o casamento com o produtor musical Dudu Borges.
Quem: Sabemos que seu atual físico recebe muitos elogios nas redes. Satisfeita com seu corpo atual?
Deborah Secco: Sim, hoje me sinto bem com o meu corpo e, principalmente, com a relação que construí com ele. Durante muito tempo, confundi cuidado com cobrança e tentei corresponder a expectativas que nem eram minhas. Hoje entendo que não preciso buscar a perfeição. Quero me sentir saudável, forte e confortável comigo mesma. Acho que essa mudança de olhar é muito importante.
Você passou a prestar mais atenção nos cuidados com o corpo em nome da saúde, pensando em um bem-estar para quando chegar na terceira idade? Ou é tudo pensado pelo presente?
Penso muito mais na saúde e na qualidade de vida. Quero envelhecer bem, ter disposição, mobilidade e independência. Quero ficar bem velhinha, viver muito e ser uma velhinha bem cuidada! Também penso no presente, claro, em me sentir bem comigo mesma, mas a minha maior motivação é cuidar do corpo para ter uma vida longa e saudável.
Hoje em dia, você tem uma rotina regular de atividades físicas? O que pratica?
Tenho tentado manter uma rotina de treinos diários em casa. Faço exercícios usando a força do meu próprio corpo. É prático e funciona muito bem para mim. Procuro encaixar alguma atividade todos os dias, nem que sejam 30 minutos. Hoje busco saúde, disposição e mobilidade. Meu lema é: feito é melhor que perfeito.
"Procuro encaixar alguma atividade todos os dias, nem que sejam 30 minutos. Meu lema é: feito é melhor que perfeito"
Você acha que um look ajuda para valorizar o físico? Um belo look fitness funciona como estímulo aos treinos?
Acho que o look ajuda, sim, porque quando a gente se sente bem com o que está vestindo, isso também influencia a nossa disposição. Gosto muito de roupas fitness pela praticidade e pelo conforto. Acho interessante quando consigo montar uma produção que funciona tanto para o treino quanto para os outros compromissos do dia. Mas acredito que o mais importante é se sentir bem, independentemente da roupa ou do corpo.
A Maria Flor já te acompanhou em treinos. Gosta de incentivá-la a praticar atividades físicas? É atenta para que ela não sofra com pressões estéticas?
Gosto de incentivar a Maria Flor a ter uma relação saudável com o movimento e com o próprio corpo. Acho importante que ela entenda a atividade física como algo prazeroso, que faz bem para a saúde e para a cabeça, e não como uma obrigação estética. Quero que ela cresça sabendo que é muito mais do que a aparência. Acredito que o exemplo também é importante. Hoje procuro ter uma relação mais leve com o meu corpo e quero transmitir isso para ela.
Os 40+ acabam sendo um tabu para muitas mulheres. Quais mudanças percebeu? Precisou mudar a frequência de atividades físicas e tratamentos?
Aos 46 anos, percebo que o corpo muda e que precisamos aprender a respeitar essas transformações. Hoje tenho um olhar muito mais gentil comigo mesma. Não tenho mais aquela cobrança de ser perfeita ou de corresponder a determinado padrão. Passei a valorizar muito mais a saúde, a disposição e a mobilidade. Quero me cuidar, claro, mas dentro dos meus limites e por uma escolha minha. Acho que a maturidade traz essa compreensão de que o mais importante é estar bem e ter qualidade de vida.
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