Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) disputam o segundo turno no Rio

A outra grande aposta desse grupo político nestas eleições, agora para o Senado, era Cláudio Castro (PL), governador do Rio em segundo mandato que renunciou em março de 2026 para concorrer à Casa Legislativa e, à época, liderava as pesquisas de intenção de voto. Também alvo de investigações da Polícia Federal, ele foi mais um a se afastar da disputa eleitoral. Na ocasião, Castro rebateu as acusações.
Como o vice-governador também já havia renunciado e Bacellar, presidente da Alerj e o próximo na linha sucessória, estava afastado, quem assumiu o governo do estado em março foi o desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio). Por ordem judicial, ele continua no cargo até hoje.
Durante a campanha, Paes tentou colar no adversário as imagens negativas de Bacellar e Castro —o bordão mais frequente das inserções na TV e no rádio repetia: "O Rio não aguenta outro Castro", referindo-se a Ruas.
O candidato do PL, portanto, tinha dois desafios: tornar-se conhecido dos eleitores e se descolar da imagem de seus correligionários investigados pela polícia. A ida ao segundo turno demonstra o sucesso da empreitada até aqui. Em abril, na primeira pesquisa de intenção de voto para governador do Rio de Janeiro feita pela Quaest nesta corrida eleitoral, Ruas tinha entre 9% e 11% das intenções de voto, e Paes liderava com 34% a 40%, conforme o cenário.
Quem é Paes
Figura mais conhecida na política carioca, Paes tem 56 anos e começou na vida pública aos 23, quando foi convidado pelo então prefeito do Rio Cesar Maia (do então PMDB) para ser subprefeito da zona oeste. Assumiu a função em 1993 e, três anos depois, se elegeu vereador no Rio. Depois foi deputado federal pelo PFL e secretário estadual na gestão de Sérgio Cabral (MDB), de quem foi grande aliado.
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