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Saturday, October 17, 2026

6h. Mais de mil ações de protesto em França este sábado

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As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira.

Muito bom dia. O movimento pelo direito à habitação demarca-se das ameaças ao primeiro-ministro. Luís Montenegro diz-se preocupado, em causa o vídeo divulgado pelo gabinete do chefe de governo, em que um dos manifestantes ameaça atacar a casa de Montenegro e da família.

A gente precisa de sim, descobrir o endereço da casa do primeiro-ministro e jogar um tijolo. Bom! Tão, tão, mas tão bom! Até que essa casa seja público! E é pra queimar o resto todo assim!

Acabamos de ouvir um excerto desse vídeo. Ora Luís Montenegro classificou as imagens como preocupantes. O primeiro-ministro considera que o vídeo apela à violência e à importação para Portugal de conflitos que decorrem noutros países e fala numa ameaça direta.

É de fato preocupante. Tive ocasião já de ver uma primeira vez, e vou agora analisar com mais detalhe, o filme de uma das passagens das intervenções feitas nessas manifestações, onde entre outras coisas, se faz um apelo direto à violência, se faz um apelo direto à importação de conflitualidade que hoje nós temos assistido, tem ocorrido noutros países, e onde até se ameaça diretamente a casa de habitação do primeiro-ministro e da sua família.

Luís Montenegro rejeita ainda ter acusado os manifestantes de egoísmo.

Em algum momento eu disse que havia egoísmo dos manifestantes. E eu disse isto, em primeiro lugar, eu já tive ocasião de dizer, na semana passada, na Assembleia da República, que espero que os partidos políticos, movimentos associativos, organizações portuguesas, não caiam na tentação de, por razões meramente egoísticas da sua própria ação, importarem para Portugal climas de instabilidade, de contestação, que não têm de fato respaldo na sociedade portuguesa. Portanto, eu dirigi-me a partidos políticos, a movimentos associativos e organizações.

Palavras do primeiro-ministro Luís Montenegro, no final da reunião do Conselho Europeu desta sexta-feira. Ora, em declarações à Rádio Observador, João Silveira, um dos porta-vozes do grupo, garante que se tratam apenas de palavras de ordem e que não houve qualquer incitamento à violência no vídeo.

Estavam cá mais de mil pessoas ontem. É verdade que houve pessoal que aplaudiu, mas sobretudo o sentimento e não as ações. Há uns anos também houve várias palavras de ordem aqui no Porto sobre ocupar-se a casa do Rui Moreira. Isso, obviamente, nunca passou à prática. É uma palavra de ordem, é meramente figurativo. Nunca seria para ser levado à prática e mesmo que fosse, chumbaria por unanimidade. Portanto, não é uma ameaça real, é o senhor primeiro-ministro a querer, de facto, armar um espantalho à nossa volta, a crer que nós percamos a nossa integridade, quando a nossa integridade está perfeitamente intacta. Para além de que mais, se fosse preciso invadir uma casa do senhor primeiro-ministro, seria preciso escolher qual das cinquenta e quatro.

A acusação de João Silveira, um dos porta-vozes do Movimento pelo Direito à Habitação. Já o advogado Tiago Machado, que representa este grupo, explica que qualquer pessoa pode usar da palavra na manifestação, mas assegura que o movimento não subscreve de forma alguma este tipo de comportamentos.

Nós estamos numa manifestação que é pública. O ingresso, digamos assim, à manifestação é livre. Quem começa a falar, nós não sabemos previamente o que vai dizer, até porque não seria correto perguntar: "O que vais dizer, o que vais falar?" É evidente, quando se diz uma coisa dessas, nós não vamos subscrever. Estando eu ontem a apelar à ordem pública, quer na comunicação social falada, escrita ou qualquer que ela seja. Digamos que é colocar em ponto de destaque a ordem pública, não vamos naturalmente subscrever isso. Nós somos completamente alheios e não estamos em nenhum momento de acordo com esse tipo de declarações.

Tiago Machado, o advogado do Movimento pela Habitação, testado na Praça Dom João I, no Porto, em declarações à Rádio Observador. Sábado de protestos de norte a sul do país contra o aumento do custo de vida e pela habitação. A CGTP convocou manifestações para Lisboa, Porto e Coimbra. O secretário-geral da Central Sindical Tiago Oliveira antecipa uma grande mobilização no Porto e em Coimbra. As manifestações começam às 10h30 da manhã. Na capital, o protesto está marcado para às 14h30 da tarde, com início no Cais do Sodré e fim no Rossio. Mas há mais iniciativas previstas para este sábado. No Funchal está marcada uma manifestação contra o empobrecimento e pelos direitos dos trabalhadores. Também em Faro, vários movimentos e coletivos promovem, ao final da tarde, uma concentração pelo direito à habitação e em solidariedade com os manifestantes que estão acampados no Porto. Na capital, Lisboa, além da manifestação da CGTP, vai ter também lugar um protesto semelhante àquele que aconteceu na Praça Dom João I. A expectativa de Carlos Moedas é que o protesto corra bem. O presidente da Câmara de Lisboa considera a causa justa, mas avisa que as pessoas têm de cumprir a lei.

Aquilo que eu pedia era calma, serenidade, para que a causa seja justa e para que a causa possa ter a sua razão sem haver desrespeito pela lei. E isso é muito importante que amanhã aconteça em Lisboa. E por isso é aquilo que eu peço, espero que vai correr bem. Para ter uma ideia, nós temos setecentas manifestações por ano em Lisboa. Damos autorização a todas essas, obviamente, elas são notificadas. As manifestações é um direito constitucional e, portanto, é isso que nós fazemos todos os dias na nossa cidade. Amanhã será uma. Esta eu penso que é uma causa justa, que as pessoas têm razão.

Carlos Moedas a antecipar a manifestação pela habitação agendada para este sábado, em Lisboa, no Rossio. Se o cenário for idêntico ao do Porto, com manifestantes a colocarem tendas nas ruas, o autarca diz que não há qualquer problema, desde que, repete, a lei seja respeitada.

As pessoas podem manifestar, têm que fazê-lo dentro da lei Essa manifestação vai ser feita, não sei se as pessoas vão ter tendas ou não. Podem se manifestar com as tendas, obviamente, mas a cidade tem um espaço público, deve ser respeitado. Nós não podemos ter tendas em todos os sítios durante todos os dias, mas podemos ter manifestações em que existem tendas, obviamente, isso não tem qualquer problema.

Declarações de Carlos Moedas, o autarca da cidade de Lisboa, que marcou presença num encontro que reuniu cerca de 400 juízes de quase 80 países para debater os principais desafios da Justiça esta sexta-feira. O secretário-geral do PS diz que a prioridade do partido é resolver a crise da habitação. José Luís Carneiro defende um novo ciclo de medidas. O líder socialista esteve em Fafe para participar numa conferência moderada por Marques Mendes sobre a abenção de Portugal. À margem, em declarações aos jornalistas, aponta a habitação como prioridade, defende uma nova ronda de medidas para travar a subida dos preços em três frentes.

Por um lado, uma política de solos, em segundo lugar, uma política fiscal, em terceiro lugar, uma política de construção de habitação acessível em todo o país, que mobilize o Estado, as autarquias, as cooperativas, as associações de moradores, para respondermos às 380 mil casas que são necessárias hoje para que as famílias portuguesas, os jovens portugueses, possam emancipar-se o mais cedo possível.

Declarações de José Luís Carneiro esta sexta-feira em Fafe. Em relação aos protestos, o secretário-geral do Partido Socialista partilha das críticas à gestão do governo no setor da habitação e, por isso, diz compreender as manifestações que têm acontecido, nomeadamente no Porto. Na atualidade internacional, em França, estão previstas para hoje mais de mil ações de protesto em todo o país contra o aumento do custo de vida e em defesa da educação. As autoridades estimam que entre 60 mil e 110 mil pessoas possam participar nas manifestações fora da capital, Paris. Os protestos unem estudantes, sindicalistas, ativistas climáticos e membros do movimento dos coletes amarelos. Perante a dimensão prevista das manifestações, o ministro do Interior francês propôs ao primeiro-ministro a convocação de uma célula interministerial de crise. Em Paris, foram impostas restrições a manifestações não comunicadas às autoridades em zonas como os Campos Elísios e as imediações do Palácio do Eliseu. O uso de granadas de atordoamento, suspensas na sequência de um incidente com um jovem que acabou por perder uma mão, foi novamente autorizado em caso de violência urbana extremamente grave. Na véspera dos protestos, o presidente francês Emmanuel Macron apelou à calma e defendeu que o direito à manifestação deve ser exercido com respeito, sem insultos nem destruição. Donald Trump dá um passo atrás na pressão econômica sobre a Rússia e suspende novas sanções contra Moscovo. O presidente norte-americano justifica a decisão com os interesses nacionais dos Estados Unidos. Através de uma ordem executiva, Trump adiou a aplicação das sanções previstas na chamada Lei Graham, aprovada pelo Congresso norte-americano com o apoio de republicanos e democratas e que foi promulgada pelo presidente há cerca de um mês. A legislação previa tarifas até 100% sobre produtos importados pelos Estados Unidos de alguns dos maiores compradores de petróleo e gás russos, com o objetivo de limitar as receitas que financiam a guerra. A decisão surge apenas uma semana depois de Donald Trump ter anunciado um acordo com Vladimir Putin para a compra de gasóleo russo, numa tentativa de fazer baixar os preços da energia nos Estados Unidos. No desporto, Portugal falhou o acesso à final do Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins. A Seleção Nacional perdeu com a França por 6x3, após prolongamento nas meias-finais da competição que decorre no Paraguai. A equipa portuguesa chegou a estar a vencer por 3x1, com gols de Gonçalo Alves, Miguel Rocha e Helder Nunes, depois dos franceses se terem adiantado no marcador, mas a França conseguiu empatar a partida a três gols e levou a decisão para prolongamento. No tempo extra, os franceses marcaram por mais três vezes e garantiram pela primeira vez a presença na final de um campeonato do mundo. Apesar do resultado, o selecionador nacional, Reinaldo Ventura, garante que a equipa deu tudo.

No momento da derrota, sou exatamente a mesma pessoa e defendo os meus jogadores até o fim. A nível de atitude, deram tudo aquilo que me foi dado. Fizeram aquilo que eu lhes pedi. Estivemos um pouco tensos, como eu disse, no momento em que sofremos o segundo gol. A partir daí, tivemos vários momentos que podiam ter sido diferentes. Golos parados, cartões. Portanto, foi tudo aqui um jogo de emoções, como não podia deixar de ser.

"Um jogo de emoções", declarações de Reinaldo Ventura, o selecionador nacional de hóquei em patins, na sequência da eliminação do Campeonato do Mundo. Portugal, que soma 16 títulos mundiais, falha assim a final pela segunda edição consecutiva, depois de 2024. A equipa vai agora disputar a medalha de bronze no domingo frente à Espanha ou Argentina, que se defrontam na outra meia-final. Notícia de fecho neste jornal das seis da manhã. Informação está de regresso às 18h30 em formato síntese.

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