Daily MaverickDEMOCRAT GAINS: Trump hand-picked Senate candidates, Republicans paid the priceThe Jerusalem PostWhat can Jews take away from the sweeping Democrat victory in the US midterm elections? - analysisBollywood HungamaBhushan Kumar and Prabhleen Sandhu announce horror franchise Jaani Dushman with Bhumi Satish PednekkarInquirerDizon: Buses with discounted fares augment LRT-2 service starting Nov. 4PunchWest Ham name Scott Parker head coachInquirer EntertainmentLiza Soberano, H.E.R’s ‘BRB’ earns two Hollywood Music in Media Awards nominationsZDF heuteEntdecken Sie das ZDF-NachrichtenstudioSportstarStarc displaces Jansen at top of ICC test bowling rankings20 MinutenSchöpfer der Tigerente Janosch ist gestorbenColliderHippos Get a 'Jaws' Makeover in Prime Video’s New Hit Thriller7sur7“Pas d’autre possibilité pour ne pas l’envoyer en prison”: la défense de Nicolas Ullens réclame cinq ans avec sursisPremium TimesBOI, IFC sign $50 million loan to expand finance for Nigeria’s MSMEs
The Daily Newsstand · Free, Always
Wednesday, November 4, 2026

8h. Donald Trump admite voltar a atacar "em força" o Irão

Translate

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Carla, Donald Trump reconhece a derrota nas eleições intercalares nos Estados Unidos. O presidente dos Estados Unidos assume que a guerra no Irão influenciou os resultados, mas admite voltar a atacar em força no Médio Oriente.

As reações de Trump têm surgido a conta-gotas, depois do Partido Democrata ter garantido esta madrugada a maioria no Congresso, em Washington, tanto no Senado como na Câmara dos Representantes. Miguel Gato, o chefe de Estado norte-americano admite que os republicanos foram prejudicados pela situação no Irão.

Sim, Donald Trump admite que os eleitores prejudicaram o Partido Republicano, porque apesar de concordarem com a guerra, diz o presidente dos Estados Unidos, os eleitores não estão contentes com os preços dos combustíveis.

As pessoas concordam com o que estou a fazer no Irão, mas provavelmente não estavam dispostas a assumir a consequência a curto prazo de pagar mais pelos combustíveis. Mas este é um problema a curto prazo para um ganho a longo prazo, temos de fazer algo em grande. Muitas pessoas gostariam que desse um golpe forte no Irão, muitas pessoas não. Mas a única coisa que vos posso dizer com certeza é que eles nunca terão uma arma nuclear.

Donald Trump aqui também a admitir, em entrevista à Fox News, que os Estados Unidos podem vir a realizar uma nova ação militar no Irão, apesar de admitir essa interferência que o preço dos combustíveis causado pelo fecho e as negociações que estão a acontecer por causa do Estreito de Ormuz afetaram, de facto, os resultados destas intercalares. Esta foi a mais recente declaração do presidente dos Estados Unidos, mas primeiro Trump fez várias publicações na Truth Social, onde assumiu a derrota eleitoral, mas deixou também bem clara a ideia de que se estivesse no boletim dos votos, o resultado teria sido diferente. Mais tarde, ao New York Times, Trump garantiu também estar pronto para trabalhar com os democratas nos dois anos que ainda lhe restam na Casa Branca, agora que não tem a maioria no Congresso, apesar de nas redes sociais ter também partilhado uma publicação com um boné que diz "veto", ou seja, na prática, o presidente dos Estados Unidos está a dar a entender também que pode vir a vetar várias medidas propostas pela maioria democrata e obrigar assim o partido a negociações.

Miguel, vamos então olhar para os resultados destas intercalares e podemos falar de um autêntico tsunami azul.

Sim, de uma grande vitória para o Partido Democrata, que já garantiu maioria no Congresso em Washington, no Senado tem neste momento já 52 eleitos em 100 senadores. Os democratas conquistaram lugares no Senado em estados que são considerados autênticos bastiões republicanos, como por exemplo o Kansas, o Ohio, Carolina do Norte, Carolina do Sul e até mesmo no Texas, que não elegia um senador democrata há mais de 30 anos. Dá conta também de que no estado do Michigan foi eleito o primeiro senador muçulmano da história dos Estados Unidos. Falo do democrata Abdul El-Sayed, figura que, à semelhança, por exemplo, do maior Nova York, é também ele bastante popular nas redes sociais. Na Câmara dos Representantes, outra vitória estrondosa dos democratas. Já têm maioria, até ao momento, o partido elegeu já 238 lugares.

Miguel Gato, com os resultados das intercalares, vitória do Partido Democrata. Barack Obama considera que esta vitória mostra que o povo norte-americano quer uma política que una as pessoas, em vez de as dividir. O antigo presidente dos Estados Unidos escreve no X que nos próximos dois anos os democratas têm de arregaçar as mangas para lançar as bases para o futuro. Destaque também para a reação em tom irónico de Elon Musk, que é um dos principais financiadores da campanha republicana. O empresário escreve na rede social X que desta vez a interferência nas eleições não funcionou.

Carla, partimos agora para um novo espaço de análise ao historiador Bruno Cardoso Reis, que está conosco desde as 06h desta emissão especial. Junta-se agora neste jornal o embaixador e diplomata João Vale de Almeida.

Muito bom dia aos dois. Senhor embaixador João Vale de Almeida, bem-vindo. Bom dia. Respira-se melhor nos corredores diplomáticos ou a conhecida imprevisibilidade de Trump não permite perceber se vai mudar alguma coisa de facto?

Eu acho que há algum alívio. Eu diria que isto é uma vitória retumbante, com alguns contornos históricos, designadamente no Texas, no Kansas, por exemplo, dos democratas. É uma derrota estrondosa do senhor Trump, com uma forte dimensão pessoal. Mas deixe-me acrescentar, para quem, como eu, sempre acreditou na vitalidade da democracia americana, quem, como eu, tem dito que era cedo demais para desistirmos dos Estados Unidos, o resultado é muito reconfortante. E é esse o sentimento que, sem dúvida, se sente nos corredores diplomáticos, como estava a dizer.

Isto pode ser o fim do trumpismo ou a nova ordem mundial que foi inaugurada pelo presidente dos Estados Unidos vai continuar para além dos próximos dois anos?

O resultado de hoje põe termo a dois anos de poder quase absoluto do senhor Trump, mas dá início a dois anos de grande instabilidade interna nos Estados Unidos e, a meu ver, de grande imprevisibilidade na atuação externa do presidente. Portanto, respondendo mais diretamente à sua pergunta, como diria Mark Twain, o anúncio da morte do trumpismo é manifestamente exagerado.

Bruno, concordas? O que vai acontecer ao Partido Republicano? Não está em destroços depois disto.

O Partido Republicano está claramente um pouco em choque. Eu estava aqui a ver a Fox News e realmente, por um lado, é inegável o que está a acontecer, mas enfim, por exemplo, aqui uma das comentadoras diz: "bem, isto talvez acabe por ser bom, porque no fundo, tal como no caso de Obama, nas midterms, no fundo, isto é um aviso ao Partido Republicano para se moderar". Se essa mensagem for atendida, eu acho que será ótimo, quer em termos de política interna, quer em termos de política externa, arrepiar um pouco o caminho. Agora, eu acho realmente que estou inteiramente de acordo com o que dizia o embaixador Vale de Almeida, ou seja, acho que é demasiado cedo para decretar a morte do trumpismo. Já vimos essa morte decretada muitas vezes. Ela, em circunstâncias normais, devia ter acontecido com a derrota da reeleição do Donald Trump depois do primeiro mandato.

Ou com o Capitólio.

Ou com o assalto ao Capitólio, ou a seguir a isso, o segundo impeachment. Se mais republicanos tivessem mostrado, se quer alguma coragem, tinham resolvido também um problema sério para o partido e para o país. Realmente, o Donald Trump não joga pelas regras habituais. Mais uma vez, pelas regras habituais, um presidente no final do seu segundo mandato, nos dois últimos anos, ainda mais sem maioria no Congresso, realmente está muito enfraquecido. É a história do lame duck, do pato coxo, mas realmente Donald Trump não é um político normal, não creio que ele vá mudar aos 80 anos. Agora, em termos da ação externa, eu acho que também vale a pena sublinhar este aspecto, que há aqui uma mudança que assume uma forma especialmente agressiva e hostil, e até muitas vezes acintosa com os aliados, no caso do Donald Trump, e também contornos muito mais questionáveis, com uma espécie de tentativa de acordos e de negociatas também econômicas com todo tipo de regimes ditatoriais, que até são rivais tradicionais dos Estados Unidos em termos de influência no campo internacional, como a China ou a Rússia. Mas há um outro aspecto que Donald Trump violou com a intervenção no Irão. Mas este aspecto que é, no fundo, uma maior retração de pedir mais aos aliados para assumirem mais a sua própria defesa, a sua própria segurança, evitar o mais possível intervenções militares em grande escala. No caso do Irão, apesar de tudo, é uma grande operação aeronaval, mas não há tropas no terreno, como aconteceu durante anos no Iraque ou no Afeganistão. Essa tendência para esse retraimento estratégico, para pedir mais dos aliados, eu acho que isso é uma tendência que se vai manter. Apesar de tudo, a minha esperança é que, no fundo, mesmo que o trumpismo não desapareça, perca peso ou eventualmente se torne um pouco mais moderado, mais diplomático, pelo menos no campo externo, mas não dou isso nada por adquirido, sobretudo com Donald Trump nestes próximos dois anos.

Sim, e embaixador João Vale de Almeida, como é que prevê que sejam, de fato, estes próximos dois anos?

Eu acho que depende essencialmente de como é que vai reagir um animal político ferido. Nós temos da história versões diferentes desse tipo de reação. E temos que esperar para ver como é que este animal político ferido, que é Donald Trump, esta manhã, vai reagir. O que eu penso é que não podemos ter uma esperança excessiva de que a personalidade do Donald Trump mude totalmente. Antes pelo contrário, eu acho que é muito possível que ele seja levado a mostrar maior ativismo nalgumas frentes, talvez com alguma moderação aqui e ali na linguagem, mas eu não tenho grande esperança de uma alteração fundamental. Eu acho que a política americana só vai mudar se os democratas conseguirem eleger um presidente para a Casa Branca em 2028. Portanto, o que se vai passar nos próximos dois anos, a campanha eleitoral começou hoje, para as presidências, mas os dois partidos apresentam-se muito enfraquecidos. Os republicanos, por razões óbvias, não têm um candidato, um sucessor evidente para Donald Trump, e a preocupação principal de Donald Trump será proteger os seus próprios interesses pessoais, familiares e dos seus aliados. E os democratas, embora tenham tido uma grande vitória, o Partido Democrata é um partido altamente dividido, muito polarizado. Nesta campanha, alguns elementos mais extremistas ganharam posições. Não há um líder natural do Partido Democrata, portanto, grande instabilidade interna neste ciclo eleitoral americano, o que vai eventualmente levar o presidente a concentrar-se na política externa. Deixe-me só acrescentar uma coisa interessante. É costume dizer-se que as eleições americanas, neste caso, não se jogam na política externa. Mas se nós virmos com cuidado, o senhor Trump foi derrotado pela gastadiça e pela guerra do Irão. Ou seja, duas opções, duas decisões de política externa tiveram um enorme impacto na política interna, o que mostra, e lembra a situação também na Europa e em outras partes do mundo, que é muito difícil atualmente distinguir política interna de política externa. Portanto, eu prevejo para os próximos dois anos, quer na frente interna, quer na frente externa, uma espécie de montanha-russa, no sentido figurado, espero eu, não também no sentido literal do termo.

Vamos ver. Muito obrigada, embaixador João Vale de Almeida, por nos ter trazido aqui também estas previsões para os próximos dois anos. Estamos a viver tempos De facto, muito imprevisíveis. Vamos aguardar e acompanhar. Bruno, até já. Obrigada também.

Carla, já demos conta dos principais resultados e também das reações, mas importa olharmos para estas eleições intercalares com mais pormenor, porque há muitas histórias e curiosidades para contar.

E é por isso que contamos com o Bruno Vieira Amaral. Bruno, e agora, olhando para a participação eleitoral das mulheres nestas midterms, que impacto é que isto teve?

Se olharmos para as sondagens, indica uma que está no Washington Post, que 56% das mulheres votaram em candidatos democratas nestas eleições. Portanto, estes resultados do Partido Democrata têm sido atribuídos às mulheres, às eleitoras, mas também às candidatas. Mais de 100 mulheres democratas foram eleitas para a Câmara dos Representantes, o que representa um aumento de 60% na representação das mulheres desde 2016. A senadora Teresa Leger Fernández, que é presidente do grupo parlamentar das Mulheres Democratas na Câmara dos Representantes, diz mesmo que as mulheres que têm suportado o peso da falta de sensatez da administração Trump e da agenda extremista dos republicanos e agora deram uma resposta nas urnas. Há aqui um caso que se destaca na história destas eleições, não de uma congressista, mas de uma governadora, Keisha Lance Bottoms, que é a antiga presidente da Câmara Municipal de Atlanta, mayor de Atlanta, e que foi eleita governadora da Geórgia, um Estado marcado pelo legado da escravatura, da segregação racial e assim torna-se o primeiro Estado a eleger uma mulher negra para o cargo de governadora. Keisha Lance Bottoms tem 56 anos, também é a primeira democrata eleita governadora na Geórgia em mais de 25 anos e confirma aquilo que já estávamos a falar em relação ao Texas, a transformação da Geórgia ao longo desta última década, de um Estado que era tradicionalmente republicano para um Estado onde há uma disputa mais renhida. Aliás, Joe Biden venceu este Estado nas eleições presidenciais. Bottoms jogou em dois tabuleiros, o tabuleiro da economia e também da representação, ou seja, falou dos temas que interessam diretamente às pessoas, tentando capitalizar a insatisfação dos eleitores, nomeadamente em relação à inflação, à subida dos preços, mas também na defesa dos direitos de voto das minorias que estavam sob ataque por parte dos republicanos. Como já tínhamos falado noutros casos, também ela teve de ultrapassar a desconfiança no seio do Partido Democrata, até por ter cicatrizes do tempo em que foi mayor de Atlanta. Só que teve uma vantagem, teve uma vitória precoce nas primárias, o que lhe permitiu dedicar-se logo a tentar captar os eleitores indecisos, ao contrário do que aconteceu com os republicanos, que continuaram engalfinhados na disputa interna, e isso deu-lhe uma vantagem. Ela é a primeira pessoa negra eleita governadora da Geórgia e junta-se apenas a outros três políticos negros, que também foram eleitos governadores nos Estados Unidos antes destas eleições, porque agora além de Bottoms, houve mais dois, David Crowley no Wisconsin e Byron Donalds na Flórida.

O mapa político americano está mesmo a mudar. Bruno Vieira Amaral vai continuar a olhar para histórias e outras curiosidades destas eleições nos Estados Unidos.

Às 20h30 fazemos novo ponto de situação dos resultados, mas a vitória é histórica e pertence ao Partido Democrata. Agora 20h15. Carla, que outras notícias marcam esta manhã de quarta-feira?

Na noite em que Luís Montenegro falou ao país sobre habitação, as tendas voltaram ao Rossio, em Lisboa, e à Praça Dom João I, no Porto. As palavras do primeiro-ministro não convenceram os manifestantes que contestam as declarações do chefe de governo e garantem que vão continuar os protestos. O primeiro-ministro falou ao país ontem à noite para anunciar que vai reunir-se com os líderes do Chega e do PS para discutir propostas para a habitação.

Falei hoje com os líderes dos dois maiores partidos da oposição sobre o tema da habitação. E convidei-os a virem aqui com as suas equipas apresentar as suas ideias e propostas. Estão já agendadas reuniões para a próxima quinta-feira, logo após o meu regresso de Madrid. É muito desejável a aproximação aos dois maiores partidos da oposição. São aqueles que têm maior representatividade e são aqueles que podem assegurar com os partidos que apoiam o governo, uma maior adesão a princípios de intervenção legislativa que possam ter uma execução ao longo de vários anos para produzirem os efeitos.

O primeiro-ministro falou ao fim de 19 dias de protestos nas ruas, mas rejeita ter estado em silêncio e diz que as críticas de que tem sido alvo são injustas. Garante que esteve sempre a trabalhar. Houve reações, Chega e PS abrem agora já a porta a um entendimento com o governo sobre a lei das rendas. André Ventura admitiu mesmo ontem à noite que pela primeira vez estava disponível para participar numa legislação a três. José Luís Carneiro, ele próprio, numa entrevista à Sic Notícias, garantiu também que estava disponível para negociar. Na reação da presidente da Iniciativa Liberal, a crítica, Mariana Leitão fala numa conferência de imprensa patética. Lembra que há duas semanas convidou todos os partidos para uma reunião sobre habitação e que o PSD recusou.

E Carla, o ministro dos Negócios Estrangeiros acusa a oposição de amplificar a polêmica em torno da habitação.

Sobre as intervenções policiais, Paulo Rangel diz que não vê o dramatismo que tem sido manipulado pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda. Numa entrevista à Rádio Renascença, o ministro sustenta que a prioridade do governo continua a ser responder à crise da habitação, apela à razoabilidade dos manifestantes, reitera também a ideia que o primeiro-ministro transmitiu ontem ao país. O Executivo está disponível para acolher propostas da oposição.

View the original on Observador Desporto →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.