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Friday, September 18, 2026

4h. MNE admite que Portugal está a viver "período difícil"

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Quatro horas. As notícias com Teresa Freire. Boa noite. Vai aumentar o desconto no ISP na próxima semana. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro esta noite. Recusa trocar a política seguida pelo governo por um leilão de medidas avulsas e descoordenadas. O líder do governo falou ao país depois da reunião do Conselho de Ministros. Luís Montenegro detalhou ainda a descida do IRS e o bônus para os pensionistas e recordou os tempos de José Sócrates para dizer que não quer reeditar o passado de João Lourenço.

Depois de lembrar o suplemento extraordinário para idosos e nova descida do IRS, Luís Montenegro atacou a subida do preço do combustível.

Os descontos totais que estão hoje em vigor representam cerca de €0,23 por cada litro de combustível que é abastecido nos respectivos postos. Isso acontece esta semana e provavelmente subirá para €0,25 já na próxima semana.

De €0,23 passa para €0,25, com o primeiro-ministro a realçar que está a dar a cara perante as dificuldades dos portugueses. Apesar do prolongamento da redução do ISP até ao final do ano, o chefe de governo sabe que as contas públicas devem manter-se equilibradas perante medidas avulsas.

Não contem comigo, nem com o governo, para ilusões hoje que sejam pesados preços a pagar amanhã. Neste momento difícil, aqui estou a dar a cara.

Das respostas à oposição e até a governos espalhados pela Europa, o primeiro-ministro explicou ainda o porquê de não ir mais além nestes apoios. Montenegro lembra Sócrates e diz que não quer colocar o país numa nova tragédia.

Não contam comigo, nem com este governo, para uma reedição dessa tragédia. Não troco mais cêntimos de desconto do ISP por mais impostos, por mais défice, por mais dívida que teríamos de pagar no futuro. Mas não trocamos este caminho pelo dos governos que no passado obrigaram os portugueses a subidas de impostos ou a cativações de investimentos.

Montenegro lembra o alargamento do passe ferroviário verde até aos serviços urbanos de Lisboa e Porto. Já quanto aos apoios destinados aos setores mais expostos, aos aumentos dos combustíveis, o primeiro-ministro alocou o valor até €0,10 por litro para os transportes, táxis, bombeiros e IPSSs.

O jornalista João Lourenço com os destaques da declaração de Luís Montenegro depois do Conselho de Ministros. Já depois das declarações do chefe do governo, o ministro adjunto e da Reforma do Estado garante que está a ser usada toda a margem possível para não se entrar em déficit orçamental. Em entrevista à RTP, Gonçalo Matias garante que o Executivo não quer que Portugal tenha de voltar a pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional.

Não desejamos voltar à situação em que passámos, por exemplo, em 2009, em que houve, antes de um ato eleitoral, um aumento de salários dos funcionários públicos para que depois houvesse a seguir um corte e a entrada da Troika em Portugal. Isso é o que Portugal não deseja e, portanto, não contem com o governo para irresponsabilidade financeira ou orçamental. Estamos a usar toda a margem que podemos para não entrar em déficit, porque há um compromisso internacional e com os portugueses de apresentar conta certa.

Não há margem para mais.

Vamos ver como é que a situação evolui, mas neste momento entendemos que esta é a opção, em face dos acontecimentos e da realidade, esta é a opção responsável e o limite até onde podemos ir.

O ministro adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, em entrevista à RTP. Já o ministro dos Negócios Estrangeiros rejeita a ideia de que Portugal esteja à beira de uma crise. Em entrevista à SIC Notícias, Paulo Rangel diz que o país está apenas a passar por um período mais difícil.

Nós não queremos passar pelo que já passamos e, por isso, nós vamos ser responsáveis.

Estamos ou não à beira de uma crise?

Não, eu acho que não estamos. Eu acho que não estamos. Agora, estamos a passar, não vamos, estamos a passar neste momento por um período mais difícil, no qual é preciso ser muito responsável.

Sem fim à vista?

Eu não diria sem fim à vista. Diria que os prognósticos são reservados para já, mas só para ver como nós estamos preocupados com esta situação, eu estive no Cairo hoje, precisamente, estive cinco horas com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Egito e estivemos a analisar toda a conjuntura, justamente porque o governo português quer acompanhar e monitorizar, seguir aquilo que é essa crise. Para quê? Para podermos tomar as medidas necessárias em cada momento.

O ministro dos Negócios Estrangeiros rejeita, por isso, avançar com medidas que comprometam as contas públicas. O PS acusa Luís Montenegro de falhar mais uma vez a dois milhões de trabalhadores. Em entrevista ao Nau, José Luís Carneiro critica as declarações do primeiro-ministro. O secretário-geral do PS diz que as medidas são insuficientes.

O doutor Luís Montenegro falhou mais uma vez a dois milhões de trabalhadores. Há dois milhões de trabalhadores que têm filhos, têm crianças, têm adolescentes, têm jovens e que estão fora destas medidas do IRS. Por quê? Porque já não têm rendimentos sequer para pagar IRS. O que significa que as medidas que hoje anunciou, devo dizer que tive a expectativa, não apenas porque hoje de manhã também sugeri, propus, recomendei ao governo, que estava reunido em Conselho de Ministros, que pudesse adotar medidas dessa natureza. E pensei que, ao querer comunicar às 20h ao país, que pudesse trazer, de facto, medidas novas, mas fundamentalmente falou para nada dizer

O secretário-geral do PS diz que o Estado vai acumular até ao final do ano, € 600 milhões com o aumento da carga fiscal. Sobre a sondagem da Intercampus, divulgada esta quinta-feira pelo "Now", que coloca o PS à frente das intenções de voto, Carneiro deixa uma garantia: não vai haver eleições em breve.

É bom saber que nós, há vários meses consecutivos, estamos à frente nas intenções de voto para podermos vir a servir o país, mas não vai haver eleições agora. E é muito importante que nós coloquemos esta garantia aos portugueses de que nós contribuiremos para a estabilidade política. Mas julgo que há cerca de seis meses consecutivos, o PS aparece a liderar as intenções de voto. São bons indicadores, mostra que as pessoas estão a reconciliar numa relação de confiança com o Partido Socialista, mas muito trabalho há que fazer para continuarmos a afirmar uma alternativa séria, sólida, credível.

José Luís Carneiro, esta noite, em entrevista ao "Now". As sondagens são claras: a queda de Luís Montenegro nas intenções de voto só é superada pelos governos de Passos Coelho e pela dupla Durão Barroso, Santana Lopes. É a principal conclusão de um estudo do Observador, feito em colaboração com o economista Ricardo Reis, que analisou todas as sondagens feitas em Portugal sobre intenções de voto em eleições legislativas no período entre 1979 e 2026. Como há mais de mil sondagens, é possível concluir que o PSD está em queda livre, 30 meses depois de iniciar o mandato. O estudo mostra que só este ano Luís Montenegro ficou em terceiro lugar em sete estudos de opinião, um cenário inédito para um primeiro-ministro em funções. E ao contrário da subida contínua de Aníbal Cavaco Silva nos anos 80, a AD não conseguiu esvaziar a oposição à direita, nem repetir uma trajetória de crescimento para a maioria absoluta aquando da reeleição. Agora, o maior risco para Luís Montenegro e para a AD não é apenas a perda percentual em futuras eleições, mas o fato de ter dois adversários diretos, o PS e o Chega, que têm estado muito próximos nas intenções de voto. Este é um artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador, é assinado pelo editor-adjunto de Política, Miguel Santos Carrapatoso. Na atualidade internacional, esta sexta-feira a União Europeia vai enviar mais €3.300.000 a Kiev para apoio militar. A informação é avançada pela presidente da Comissão Europeia em comunicado. Depois de uma conversa com o Volodymyr Zelensky, Ursula von der Leyen decidiu enviar mais um pacote financeiro à Ucrânia, destinado à aquisição de mísseis e de drones. A presidente da Comissão adianta ainda que na semana passada a União Europeia aprovou mais um financiamento para sistemas Patriot à Ucrânia e revela que só neste ano Bruxelas já mobilizou quase €15.000 a Kiev. Vamos ao desporto. Está feita a história. No primeiro jogo europeu de sempre, o Torreense venceu. Triunfo na Noruega por 2 x 1 frente ao Lillestrøm, em jogo a contar para a primeira jornada da Liga Europa. A equipa do Oeste marcou aos minutos 23 e 49, com gols dos espanhóis Alejandro Alfaro e Manuel Pozo. No final da partida, o treinador Luís Tralhão reconheceu as dificuldades deste jogo e mostrou-se muito orgulhoso com o feito do Torreense.

Não foi um jogo muito bonito, mas acho que foi o jogo que nós precisávamos fazer para conseguir os três pontos. Sabíamos que o Lillestrøm é uma equipa muito forte nas bolas paradas, em organização. Nós tínhamos a estratégia bem definida. Os jogadores interpretaram à letra aquilo que foi pedido pela equipa técnica. Obviamente sofremos, mas no fim levamos os três pontos para casa e é dar os parabéns aos jogadores. Acho que é um momento histórico para nós, treinadores, jogadores, direção, clube, a nossa cidade, os nossos adeptos e acima de tudo, para Portugal também.

O treinador da equipa do Oeste, Luís Tralhão, deixou uma palavra de agradecimento aos adeptos que fizeram cerca de 3400 km, desde Torres Vedras até aos arredores de Oslo. Ponto final neste jornal das 04h, informação de salto de creche às 05h em ponto. Agora a repetição do Contracorrente.

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