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Monday, October 5, 2026

Douglas Ruas e Eduardo Paes vão ao 2º turno pelo governo do Rio de Janeiro

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O presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), Douglas Ruas (PL), e o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) foram os dois candidatos mais votados neste domingo (4) e se enfrentarão no segundo turno da disputa pelo Palácio Guanabara daqui a três semanas, no dia 25.

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Quem são os candidatos no 2º turno

Douglas Ruas

Formado em Direito pela Universidade Estácio de Sá e pós-graduado em Gestão Pública pela mesma instituição, Douglas Ruas dos Santos, 37 anos, atuou como policial civil e é filho de Capitão Nelson (PL), prefeito de São Gonçalo, município na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Sua trajetória na administração política começou em São Gonçalo, onde foi subsecretário de Trabalho entre 2017 e 2018, superintendente do Instituto Estadual do Ambiente de 2019 a 2020, e secretário municipal de Gestão Integrada e Projetos Especiais no biênio 2021-2022.

Em 2022, foi eleito deputado estadual com 175.977 votos, a segunda maior votação para a Alerj naquele pleito.

Em setembro de 2023, licenciou-se do mandato para assumir a Secretaria Estadual das Cidades na gestão de Cláudio Castro (PL), permanecendo na função até março de 2026.

De volta ao Legislativo, foi eleito presidente da Alerj em abril, para um mandato de dois anos.

Eduardo Paes

Formado em Direito pela PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), com especialização em Políticas Públicas e Governo pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Eduardo da Costa Paes, 56 anos, iniciou sua carreira política nos anos 1990, ao integrar grupos de apoio a Cesar Maia (PSD), ex-prefeito do Rio e atualmente vereador da capital fluminense.

No primeiro mandato de Maia à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro (1993-1997), Paes foi nomeado subprefeito da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá. Permaneceu no cargo entre janeiro de 1993 e abril de 1996. Em outubro daquele ano, foi eleito vereador do Rio de Janeiro e, dois anos depois, em 1998, chegou à Câmara dos Deputados.

Já na segunda gestão de Maia como prefeito (2001-2009), Paes chefiou a Secretaria Municipal do Meio Ambiente entre janeiro de 2001 e abril de 2002. Também liderou a Secretaria Estadual de Turismo, Esportes e Lazer de janeiro de 2007 a junho de 2008, durante o governo de Sérgio Cabral (MDB).

Paes concorreu ao governo do Rio de Janeiro em outras duas oportunidades. Em 2006, filiado ao PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), recebeu 440.484 votos (5,33% do total) e não avançou à segunda etapa do processo eleitoral.

Em 2018, participou do segundo turno das eleições estaduais com Wilson Witzel (à época no extinto PSC), mas acabou derrotado pelo ex-magistrado. Na ocasião, Paes angariou 3.134.400 votos (40,13% do total) contra 4.675.355 (59,87% do total) de Witzel.

Quatro vezes prefeito do Rio

Paes foi eleito prefeito do Rio de Janeiro pela primeira vez em 2008. Naquele pleito, superou o jornalista e escritor Fernando Gabeira (PV) no segundo turno. Em 2012, foi reeleito ainda no primeiro turno, com 64,60% dos votos válidos, seguido por Marcelo Freixo (então no PSOL) e Rodrigo Maia (no antigo DEM).

Retornou à disputa municipal em 2020, quando venceu o então prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) no segundo turno. Quatro anos depois, assim como em 2012, foi novamente reeleito em primeiro turno, superando nomes como Alexandre Ramagem (PL) e Tarcísio Motta (PSOL).

Quais são as propostas dos candidatos no 2º turno

Douglas Ruas

Também em sabatina à CNN Brasil em setembro, Ruas destacou que, se for eleito, focará em retomar territórios do crime organizado e elogiou o corte de gastos promovido pelo governador interino Ricardo Couto.

“Em relação aos territórios a serem alcançados, isso vai ser definido através de um levantamento e planejamento estratégico. Quero contar com a participação efetiva do Ministério Público e do Judiciário. Vamos reunir todos os mandados de prisão expedidos. Em um primeiro momento, será uma operação para que sejam cumpridos esses mandados e sejam retirados de circulação esses criminosos. E onde o Estado entrar, ele não vai sair mais. Vamos fincar uma bandeira”, explicou.

O candidato do PL contestou a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 635, ajuizada no STF (Supremo Tribunal Federal) pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro) em 2019, com o objetivo de reduzir a alta letalidade policial em comunidades do Rio de Janeiro.

“Eu sempre fui um grande crítico desde sua implementação. Lamentavelmente, o STF acolheu esse pedido. Um partido político tem legitimidade para representar todos os moradores de comunidade do Rio de Janeiro”, observou.

Em relação à diminuição de despesas promovida por Ricardo Couto, Ruas salientou que dará continuidade a determinadas iniciativas.

“Temos algumas ações que julgo que precisam ter continuidade, como o programa Limpa Rio. É uma política pública importante, que protege a vida da população, principalmente quando somos acometidos pelos eventos climáticos extremos”, exemplificou.

Eduardo Paes

Em sabatina promovida pela CNN Brasil em setembro, Paes afirmou que, caso eleito governador, unificaria a segurança do estado, tema apontado por ele como prioritário. O ex-prefeito também mencionou a recuperação da SuperVia — empresa responsável pela operação dos trens na região metropolitana do Rio de Janeiro.

“Segurança vai ser prioridade, claro que saúde também vai exigir ações mais imediatas, mas segurança é absoluta prioridade, e as primeiras medidas que tomarei vão ser relacionadas à segurança”, disse na entrevista.

Além disso, o candidato do PSD sinalizou que pretende dar continuidade à “limpeza da máquina pública” feita pelo governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto.

“Só de cargos fantasmas foram seis mil exonerações. Auditorias em todos os contratos são medidas que devem continuar e ser aprofundadas, dado o desmando que vivemos nos últimos oito anos, nos governos Witzel, Castro, e que agora tenta continuar com Douglas Ruas”, declarou. “Vamos fazer com que medidas de controle, ajustes e transparência sejam aprofundados”, acrescentou.

Sobre o crime organizado, Paes comentou que o primeiro território que planeja retomar é o Complexo do Salgueiro, no município de São Gonçalo.

“Esse vai ser o primeiro território a ser retomado. Não vou detalhar plano de ocupação e estratégia, mas posso garantir que a autoridade vai ser retomada no local”, ressaltou.

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